Doria defende privatização e parcerias com o setor privado

publicado 12/05/2017 15h53, última modificação 01/06/2017 10h18
São Paulo – Prefeito de São Paulo quer diminuir tamanho do estado para tornar gestão mais eficiente
João Doria

João Doria, prefeito de São Paulo: temos que entender São Paulo como cidade global, e não como uma província

Para o prefeito de São Paulo, João Doria, privatizar ativos municipais e buscar parcerias com o setor privado são formas de melhorar a eficiência dos serviços municipais. “Não tenho medo de falar de privatização. Em São Paulo, vamos fazer um amplo programa de PPP (Parceria Público-Privado) e privatização”, disse, no seminário ‘O Brasil sob a Perspectiva de Wall Street’, realizado pela Amcham em parceria com a Americas Society/ Council of the Americas (ASCOA) na sexta-feira (12/5).

O projeto de lei que está por trás do Programa de Desestatização e Parcerias de São Paulo está tramitando na Câmara de Vereadores para aprovação, segundo Doria. O projeto consiste em criar um órgão responsável pela condução das PPP na cidade.

Entre os ativos que serão colocados à venda, estão o autódromo de Interlagos, Parque do Ibirapuera, Pacaembu, Anhembi e Mercado Municipal. Também estão previstos a venda de imóveis em regiões centrais, além de iluminação e desenvolvimento de um sistema integrado de transporte público.

De acordo com o prefeito, os recursos arrecadados com a venda de ativos municipais serão destinados integralmente a projetos de inclusão voltados aos cidadãos de baixa renda. “Não vamos fazer desestatização com fundo municipal para pagar dívida ou custeio. É 100% voltado a programas sociais”, assegura.

Doria também defende a aproximação com o empresariado em projetos de inclusão. Como exemplo, cita a parceria do Grupo D’Or (proprietário do Hospital São Luiz) com a prefeitura na gestão do parque Alfredo Volpi. Como o hospital é vizinho do parque, a administração concordou em investir dez milhões de reais na modernização do lugar que é frequentado por médicos, pacientes e moradores da vizinhança. “Eles não terão retorno financeiro, porém o de imagem será evidente”, argumenta.

Outro exemplo foi a da Cisco, que doou o equivalente a 300 milhões de reais em equipamentos usados de informática à prefeitura. Os equipamentos serão instalados nas escolas da rede pública municipal até dezembro. “Isso é doação de tecnologia para educação. Teremos escolas digitais para que crianças carentes possam aprender com computadores e tablets”, assinala o prefeito.

Com parcerias, Doria acredita que a cidade poderá canalizar forças na gestão da saúde, educação e transporte. “É possível fazer gestão pública de qualidade, de forma diferente. Entendendo São Paulo como uma cidade global, e não como província”, argumenta.