Empresas devem conhecer seu valor para definir estratégias e investimento

por marcel_gugoni — publicado 17/12/2012 11h04, última modificação 17/12/2012 11h04
Porto Alegre - Organizações devem ter clareza de que valor e preço são distintos. Só 1% das companhias conhecem seu valor potencial, diz consultor.

Para planejar qualquer investimento corporativo, o que envolve definir onde alocar recursos e as estratégias a serem adotadas, é fundamental saber o valor da empresa. Isso envolve um processo complexo, que vai muito além de preço, e que pode exigir a contratação de uma consultoria, como afirma Sérgio Maia, sócio-presidente da Trust & CO Consultoria.

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“Preço é diferente de valor. Normalmente as pessoas sabem o preço de tudo, mas o valor de nada”, afirma Maia, que participou do comitê de Finanças da Amcham-Porto Alegre na terça-feira (11/12).

Para Maia, a questão de valor da companhia é muito maior do que uma avaliação estática de um momento específico. “Esta visão se reflete nos exemplos do mercado de capitais brasileiro.”

Cabe aos gestores e empresários trabalharem de forma eficiente para capturar o valor potencial da empresa, ressalta o consultor. Ele revela que aproximadamente apenas 1% das companhias conhecem seu valor potencial.

“Uma empresa é um conjunto de pessoas que trabalham para um objetivo comum. A velocidade com a qual a empresa navega no seu mercado será determinada por quem a conduz”, agrega. Portanto, uma organização pode ter diferentes valores, dependendo de quem estiver no comando.

Modelos de valor

Para que uma empresa oriente a gestão para obter valor e conhecê-lo, há um conjunto de modelos e ferramentas que precisam operar sincronizados: modelo de negócio, modelo de valor ao cliente, modelo financeiro, modelo de gestão e ferramentas de gestão.

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“A empresa deve trabalhar esses fatores sempre levando em consideração que o ambiente ao redor pode se expandir ou contrair”, completa, levando em conta que as companhias são sistemas abertos, em constante interação com o ambiente e em processo de evolução.

Sérgio Maia lembra também que gestores e empresários podem adaptar seu planejamento estratégico de acordo com a consciência de valor corporativo e ter em mente que sua geração dependerá da execução, da gestão de recursos e da inovação competitiva.

O consultor defende que as empresas quebrem o paradigma de trabalhar somente com demonstrativos de resultado e passem a acompanhar também outros indicadores retorno de suas atividades, como lucro por cliente e por produto.