Empresas não podem esperar o Brasil se resolver para serem competitivas, diz Ricardo Cipullo (Renaissance Executive)

publicado 04/10/2018 16h37, última modificação 08/10/2018 15h25
Curitiba – Compartilhando a visão do topo, Cipullo e Hélio Magalhães (Amcham) participaram do Fórum de Competitividade
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Políticas favoráveis à competitividade são mais do que bem vindas, mas as empresas brasileiras não podem esperar de braços cruzados, argumenta Ricardo Cipullo, diretor do Renaissance Executive Forums. “Não podemos esperar que o Brasil se resolva para sermos competitivos. A tarefa é difícil, mas não impossível”, observa, no Fórum +Competitividade Brasil da Amcham-Curitiba (27/9).

Enquanto o Brasil não supera seus desafios estruturais, as empresas devem otimizar seus processos internos e investir em produtividade, acrescenta. Em um panorama macroeconômico, Cipullo destaca que o Brasil tem que tomar decisões importantes, como superar seu isolamento em relação aos demais mercados. “Se quisermos uma indústria mais competitiva é preciso abrir nosso mercado”, afirma.

Cipullo trouxe sua experiência como CEO para comentar os desafios brasileiros. O Fórum também contou com o presidente do Conselho de Administração da Amcham Brasil, Hélio Magalhães, e o diretor do BricLab da Universidade Columbia, Marcos Troyjo.

A abertura comercial foi um dos pontos abordados por Magalhães. “O Brasil tem 3,1%% do PIB do mundo, mas representa apenas 1,2% do comércio global”, comenta. O dirigente, que já presidiu o Citibank Brasil e o American Express, também comentou sobre os pilares do Programa +Competividade da Amcham, que auxilia empresas brasileiras a ganharem espaço no mercado e se tornarem mais produtivas. Para conhecer os pilares, clique aqui.

Troyjo fez uma análise do cenário econômico, concluindo que a situação é favorável ao país, mas que será preciso resolver questões internas para aproveitar a oportunidade. “Dentre todos os países que emergiram nos últimos anos, se tornando mais poderosos e prósperos, a característica comum foi adotar uma estratégia de adaptação competitiva às mudanças da globalização.”

Segundo o professor, o mercado global hoje traz características protecionistas – o que chama de “desglobalização”. No entanto, a tendência é que esse fenômeno seja passageiro. “As empresas devem se preparar para um processo de ‘reglobalização’ nos próximos 15 a 20 anos”, avaliou.

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