Entidades de fomento são melhor opção para PMEs se financiarem

por giovanna publicado 21/11/2011 16h27, última modificação 21/11/2011 16h27
Curitiba – Companhias desse porte normalmente fazem a opção errada, concentrando-se em financiamentos bancários de curto prazo, avalia diretor da Battistella.

Na busca por recursos para se financiar e apoiar seu processo de expansão, grande parte das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras erra na escolha, avalia Marcos Perillo, diretor superintendente de Relações com Investidores da Battistella.

Equivocadamente, as companhias desse porte se concentram em operações de instituições bancárias a curto prazo – uma herança de períodos ainda recentes de instabilidade econômica do País que configuraram uma cultura de não se emprestar a longo termo –, quando o melhor seria fazerem uso de linhas de entidades de fomento.

“As fontes de financiamento mais adequadas para PMEs são, sem dúvida, as entidades de fomento (como o BNDES). São recursos a longo prazo e com taxas mais baratas. No entanto, infelizmente, as fontes mais utilizadas são operações bancárias, principalmente o desconto de duplicata”, afirmou Perillo no comitê de Finanças da Amcham-Curitiba na quinta-feira (17/11).

De acordo com o especialista, o desconto de duplicata é justamente a pior opção porque, além dos altos custos e da cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o desconto na realidade não configura crédito, apenas uma pequena antecipação de recursos da própria organização.

Autoconhecimento e transparência

Seja através de bancos, entidades governamentais, abertura de capital ou busca por investidores, alguns pontos devem ser contemplados pelas companhias para a captação de recursos. Segundo Perillo, o autoconhecimento é decisivo para que haja sucesso nesse processo.

Ter uma contabilidade estruturada e alinhada à administração e apresentar o planejamento estratégico da empresa são aspectos obrigatórios para quem pleiteia recursos. A companhia necessita manter a transparência de todas as suas operações e saber onde quer estar no futuro; assim, transmite confiança e garante condições mais adequadas de negociação.