Marina trará nova governabilidade, compromisso econômico, infraestrutura e educação, diz sua equipe

publicado 15/09/2014 16h00, última modificação 15/09/2014 16h00
São Paulo – Neca Setubal, Maurício Rands e Walter Feldman expuseram programa de governo a empresários
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Um novo modelo de governabilidade, com compromissos econômicos e a retomada da infraestrutura, avanços sociais e revolução na educação serão destaques na gestão de Marina Silva (PSB), se a ex-senadora vencer a eleição para a Presidência da República. Esses foram alguns aspectos ressaltados pelos coordenadores do programa de governo de Marina em encontro com empresários na Amcham – São Paulo, segunda-feira (15/09).

Walter Feldman, Neca Setubal e Maurício Rands expuseram as propostas da presidenciável e responderam a perguntas de empresários na plateia. Os principais veículos de comunicação destacam o encontro na sede da Amcham. Acesse os hiperlinks com a cobertura do VALOR ECONÔMICOO GLOBO e Estado de São Paulo.  

“Nos dois últimos governos, houve mudança de rumo na economia e inserção econômica de quem estava na miséria. O que não aconteceu foi uma mudança na política. Os demais avanços só continuarão com nova estrutura política”, defende Walter Feldman. Ele diz que a mudança política é essencial para se assegurar a continuidade dos avanços econômicos e sociais das duas últimas décadas.

O modelo de governo de Marina vai partir de uma base programática e terá diálogos com os componentes dos partidos considerados “sadios”, diz Maurício Rands, coordenador do programa de governo de Marina. “Nós vamos ter, sim, governabilidade, mas não queremos repetir o que os dois últimos governos fizeram: a aliança com setores do Congresso que pouco têm a ver com um programa e têm mais a ver com um loteamento de Estado”, afirma. “Não será um diálogo apenas com as cúpulas”, esclarece.

Ele afirma que a autonomia do Banco Central será assegurada por lei, “que se tornou necessária em função da intervenção que houve, principalmente no câmbio”, explica. Segundo Rands, haverá fortalecimento dos bancos públicos, com papéis claros no emprego e no desenvolvimento do país.

O programa prioriza também a retomada de investimentos em infraestrutura. “Para a economia crescer 4% ao ano, precisamos de investimentos anuais em infraestrutura, públicos e privados, que representem 4,5% do PIB”, expõe.

Olhar para o futuro

O programa enfatiza um “governo que olhe para o futuro”, destaca Neca Setubal, coordenadora do programa de Marina. “Para isso, precisamos de uma revolução na educação. O Brasil não dará esse salto se não enfrentar as desigualdades educacionais”, defende.

De acordo com Neca, é necessário refundar a escola pública de qualidade, com programas claros, acesso a novas tecnologias e formação para que os jovens possam debater ideias. Ela destaca ainda a necessidade do ensino profissionalizante com o ensino médio e a formação inicial dos professores, além de enfatizar pesquisa, inovação e pós-graduação.

“Temos também de focar na cidadania e cultura de paz, na participação dos jovens na formação de uma nova sociedade”, cita.

O histórico de Marina chancela o desenvolvimento das propostas. “Marina tem experiência de 16 anos como parlamentar e no Executivo, numa gestão complexa do Ministério do Meio Ambiente”, diz Feldman.

O ex-deputado Maurício Rands comenta que as propostas da candidata foram discutidas em seminários regionais com população e entidades. Para ele, a maturidade política da sociedade brasileira, principalmente após as manifestações de junho de 2013, favorece a aprovação de reformas necessárias na legislação brasileira. Rands ressaltou que “assinaria embaixo” das sugestões de propostas feitas pela Amcham para um novo governo.

Convergência

O encontro faz parte do ciclo de debates Presidenciáveis na Amcham, que convidou os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas. Já participaram da série Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), morto em 13 de agosto.

A todos os presidenciáveis, a Amcham encaminhou uma carta com propostas para a competitividade do país. O documento se baseia em três pilares: melhoria do ambiente de negócios, a inserção na cadeia global de valor e o aumento da produtividade. “O Brasil ainda está no mapa mundial de negócios, mas perdeu prioridade”, declara Gabriel Rico, CEO da Amcham, sobre a urgência em tornar o país competitivo.

Ele lembra que o então candidato Eduardo Campos já havia incorporado as propostas da entidade em seu programa de governo. “O atual programa de Marina converge com muitas de nossas propostas”, ressalta.

Conheça as propostas da Amcham para um Brasil competitivo clicando aqui.