Ernst & Young Terco: companhias brasileiras estão em forte movimento de consolidação

por daniela publicado 20/04/2011 14h32, última modificação 20/04/2011 14h32
Daniela Rocha
São Paulo - Fusões e aquisições crescem em 2011 nos setores de bens de consumo, varejo e serviços, diz Maria Helena Pettersson, sócia de Strategic Grouth Markets da consultoria.
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As companhias brasileiras estão em ritmo de consolidação neste ano, buscando fortalecer suas atividades com ganho de escala e incremento em seus portfólios de produtos e serviços. É o que avalia Maria Helena Pettersson, sócia de Strategic Growth Markets da Ernst & Young Terco.

“O movimento de fusões e aquisições está forte no Brasil. Antigamente, essas operações eram basicamente de multinacionais adquirindo brasileiras, mas hoje as empresas locais estão consolidando mercado, fazendo operações para acelerar seu crescimento e poder abrir capital. Vemos isso nos segmentos de bens de consumo, varejo, serviços, educação e saúde, principalmente”, disse Maria Helena, que participou nesta quarta-feira (20/04) do comitê estratégico de Diretores Comerciais da Amcham-São Paulo.

A economia brasileira em expansão é o principal fator motivador dessa tendência. “O Brasil está crescendo enquanto muitos outros países permanecem estagnados ou ainda vivem os desdobramentos da crise financeira. Em nosso mercado, o aumento do poder aquisitivo das classes mais pobres está ampliando a demanda de itens que elas não consumiam até pouco tempo”, explicou Maria Helena.

Conforme a consultora, 2011 seguirá vigoroso em fusões e aquisições no País. A maior atuação dos fundos de private equity (de participação) por aqui tem acelerado essas transações. “Esses fundos não aportam somente capital, mas também gestão profissional nas fusões e aquisições para realizar o valor envolvido mais rapidamente.”

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em 2010, foram efetuadas 143 operações de fusões, aquisições, OPAS (Ofertas Públicas de Aquisição de Ações) e reestruturações societárias, 51% a mais do que em 2009. No ano passado, essas transações somaram  R$ 184,8 bilhões,  55% acima de 2009.  Os dados sobre o primeiro trimestre de 2011 serão divulgados em maio.

Desafios

Segundo Maria Helena, as companhias em processos de fusões e aquisições devem realizar estudos para entender como as transações afetam seus produtos, clientes, equipes e canais de distribuição. “É necessário elaborar um plano para gestão de mudança, retenção de talentos e realização de sinergias.”

A especialista ressalta a atenção que deve ser dada aos aspectos culturais das empresas envolvidas, evitando-se choques e preservando os colaboradores.