Etapa de São Paulo do Concurso Vídeo Legal reconhece estudantes na sexta-feira

publicado 07/08/2014 16h15, última modificação 07/08/2014 16h15
São Paulo – 120 alunos de EMEF’s concorrem com vídeos que discutem o comércio de produtos piratas

As estudantes Elizandra Teles da Silva, 12 anos, e Vitória Bevenuto de Oliveira, 10 anos, estão entre os finalistas do Projeto Escola Legal. Elas concorrem com um vídeo, feito com um grupo de colegas de classe, sobre o comércio de produtos piratas. O concurso cultural vai revelar seus vencedores na sexta-feira (08/08), na Amcham – São Paulo. “Estou esperançosa, podemos ganhar”, diz Vitória.

Elas estão entre os 120 alunos de EMEFs (Escola Municipal de Ensino Fundamental) paulistanas que participam do Projeto Escola Legal. O concurso é uma iniciativa de empresas e associações parceiras que, desde 2007, promove a disseminação de informações sobre pirataria entre estudantes da rede pública de ensino do país. Em 2014, o projeto é realizado nas cidades de Brasília e São Paulo.

Elizandra diz que, antes do projeto, conhecia muito pouco sobre pirataria. Com o grupo, fez pesquisas e participou de debates, até escolher o tema que seria abordado. “Eu sabia que existia produto falso, mas não imaginava o que a pirataria significa”, comenta. Ela relata surpresa com a pirataria em eletroeletrônicos. “A gente pode ser vítima de acidente, porque o aparelho pode queimar”, ressalta.

Vitoria afirma ter aprendido que pirataria é crime. “Além de tudo, o consumidor sai enganado. A pessoa pensa que o produto vai durar, mas ele estraga e o dinheiro é perdido”, avalia.

O concurso

O Concurso Vídeo Legal é realizado desde 2012, organizado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio), Consulado dos Estados Unidos em São Paulo e Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO). Em Brasília, o concurso é apoiado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Os estudantes paulistanos concorrem em duas categorias: de 10 a 12 anos e de 12 a 14 anos. Os três vencedores de cada categoria receberão troféus e farão uma visita ao Centro de Tecnologia da Microsoft.

A premiação será na Amcham – São Paulo (Rua da Paz, 1431, Chácara Santo António), das 9h às 12h.

Dados de pirataria

A pirataria causa danos aos mercados no mundo todo. Levantamento do FNCP (Fórum Nacional de Combate à Pirataria) com 13 associados diz que óculos e cigarros estão entre os produtos mais pirateados, além de softwares, perfumes e videogames.

Os dados são de 2012. O mercado ilegal chega a movimentar mais de R$ 24 bilhões, segundo o estudo. Com isso, o governo deixou de arrecadar R$ 7 bilhões. Parte desse prejuízo é consequência do uso de software não licenciado. No Brasil, metade dos programas é pirata.

Estudo da associação mundial de empresas de tecnologia BSA – The Software Alliance (Business Software Alliance) divulgado em junho de 2014 revela que o Brasil reduziu em três pontos percentuais o índice de pirataria de software, de 53% para 50%. Os números são referentes a 2013.

O Brasil é o país da América Latina com o menor percentual de pirataria nessa área. A taxa média de uso de software não licenciado na região é de 59%.

Dados da IFPMA (International Federation of Pharmaceutical Manufacturers & Associations) no Guia Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) 2014 indicam que 15% dos medicamentos em circulação em todo o mundo podem ser falsos.

O Brasil é um dos 123 países em que esse comércio ilegal ocorre, sobretudo pela internet, em que é vendido mais da metade dos remédios piratas. Em algumas regiões da América Latina, os medicamentos piratas chegam a representar 30% do mercado. Esse comércio mundial rende de US$ 75 bilhões a US$ 200 bilhões às redes de criminosos de remédios falsos.