Gilberto Kassab: é impossível governar sem Parcerias Público-Privadas

por marcel_gugoni — publicado 31/01/2012 14h35, última modificação 31/01/2012 14h35
Marcel Gugoni
São Paulo - Ferramenta de gestão permite a participação de empresas em projetos públicos.
dsc2274.jpg

O setor privado é essencial para qualquer gestão. Para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD-SP), “é impossível governar sem PPPs [Parceria Público-privadas]”, ferramenta que permite participação de empresas em projetos públicos. É uma saída para arrecadar recursos a setores essenciais como escolas e hospitais, mas pode servir também para incentivar pesquisas ou sediar grandes eventos que movimentam o turismo.

Veja mais: Gilberto Kassab elege educação e transporte público como maiores desafios para a cidade de São Paulo

Ele participou de um almoço com empresários na Amcham-São Paulo nesta segunda-feira (30/01). Para ele, esse tipo de parceria “é sempre bem-vindo”. “No mundo de hoje, não há político que consiga governar sem PPP”, afirma.

“No caso da saúde, estamos preparando uma PPP que vai permitir reformar toda a área e que, ao longo de sua vigência, vai alcançar mais de R$ 6 bilhões em investimentos”, adianta.

Ele defende que essa é a saída mais eficiente no que diz respeito também  à captação de recursos para obras. “Vamos deixar um legado de parcerias e contratos encaminhados.”

Na área de saúde, Kassab cita a parceria já em andamento com instituições que são referência na cidade, como a USP, a Unifesp, a Santa Casa e os hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein.

Outro exemplo de PPP destacado pelo prefeito é o que está em fase final de formatação para construção de um grande centro de convenções no bairro de Pirituba. Nesse mesmo molde é que hoje está sendo erguido o chamado Itaquerão, estádio que sediará jogos da Copa em 2014 e é feita com investimentos de empresários e terá participação do Corinthians.

Transparência

Kassab defendeu a transparência na gestão pública como forma de garantir fiscalização da sociedade civil e, consequentemente, mais eficiência.

“Dar 100% de transparência é nos permitir fiscalizar”, afirmou. Ele citou, como exemplo de medida do tipo, a criação do Portal da Transparência, que traz os vencimentos de todos os servidores municipais disponíveis na rede.

“Nenhum outro governo tem os salários de seus funcionários na internet”, afirmou. “E estamos ampliando [o sistema] para colocar os prestadores de serviços, os empenhos feitos pela prefeitura, tudo” o que diz respeito às contas públicas, indicou o prefeito.

Saúde

Kassab falou ainda sobre a aprovação da Emenda 29, que regulamenta os investimentos em saúde a um mínimo de 15% a todas as esferas de administração. Kassab minimizou o efeito da nova lei na cidade porque “a prefeitura está bem acima desse patamar”. Segundo ele, a cidade gasta em torno de 20% de seu orçamento em AMAs (Assistência Médica Ambulatorial), hospitais e reformas de UBS (Unidade Básica de Saúde).

“Houve ano em que chegamos a investir até 22% [na área de saúde]”, disse Kassab. O Orçamento da prefeitura para o ano de 2012 prevê de gastos de R$ 38 bilhões.

Lixo

O prefeito também se manifestou sobre as alternativas ao tratamento de lixo. Sem espaço para construir novos aterros, a cidade encontrou na renovação energética a saída para o problema dos resíduos sólidos. “Transformamos os gases dos nossos aterros em energia”, afirmou. “No mundo da sustentabilidade, isso tem papel preponderante.”

Mas ele diz que esse tipo de medida não deve ser preocupação de um só município, mas da região metropolitana de São Paulo como um todo, com seus 38 municípios além da capital. “Os investimentos em aterros e usinas [de tratamento] são muito expressivos. Os governos [municipais, estadual e federal] têm que assumir seu papel”, criticou.

Leia mais notícias sobre o assunto:

Crise internacional não prejudicará investimentos estrangeiros em São Paulo, garante secretário Alfredo Cotait

Parcerias Público-Privadas devem ser mais exploradas em educação

São Paulo abre temporada de caça aos investimentos, diz Afif

Processo de qualificação da mão de obra começa no ensino básico

Sem qualificação básica sólida, não há como formar mais engenheiros

Falta de mão de obra é pior problema para a logística do Brasil, analisa especialista

Quer participar dos eventos da Amcham? Saiba como se associar aqui

Veja aqui quais são as vantagens de ser sócio da Amcham