Inovação e criatividade ajudam a superar qualquer tipo de crise, diz economista

por marcel_gugoni — publicado 19/01/2012 14h59, última modificação 19/01/2012 14h59
São Paulo - Empresas de setores essenciais, como alimentação e transporte, sofrem menos com as turbulências.

Os países desenvolvidos não falam de outra coisa a não ser de crise. Estados Unidos e Europa ainda debatem como sair dela, enquanto o Brasil olha com cautela para fora. A fórmula para as empresas enfrentarem as turbulências pode parecer óbvia, mas é a mais eficiente já inventada: “inovação e criatividade” são as palavras do economista Daniel Poit, do Cofecon (Conselho Federal de Economia) para falar do assunto.

Ele participa nesta sexta-feira (20/01) do comitê de Finanças na Amcham-São Paulo e afirma que a receita de inovar e melhorar os processos internos da empresa, daqueles que vão do organizacional até a linha de produção, serve em qualquer tempo – no de crise e no de bonança.

“Simplificando o assunto, certamente todas as empresas têm que acentuar a necessidade de rever algumas etapas de sua gestão”, diz. “Como sair de uma crise é o que todo mundo quer saber, mas não é nada mais do que investir em trabalho duro, criatividade e inovação. É preciso racionalizar processos, reduzir custos, entender o mercado e oferecer valor agregado aos clientes.”

Investimento, atendimento e novos focos

Para o economista, manter os investimentos também é importante, porque é possível continuar a ampliar os negócios a fim de contornar os problemas. Melhorar o atendimento ao público e encontrar novos focos de atuação no mercado também são pontos-chave para evitar ser atingido.

“Claro que cada setor sofre um impacto diferente, porque quem depende do mercado internacional está mais vulnerável”, explica. “Isso vale tanto para as que exportam como as que dependem de importados. Se há uma redução na escala de produção das empresas de fora, o custo na moeda original também aumenta, assim como a disponibilidade cai.”

Poit comenta que a falta de crédito é um dos maiores perigos da crise iniciada em 2008. “O setor financeiro acaba sendo afetado também por causa da escassez de recursos.”

Mas mesmo que a retração econômica seja forte, há como sobreviver, diz ele. “Em uma crise encolhem [o consumo e os investimento de empresas fabricantes de] produtos considerados não essenciais, mas são mantidos os gastos ligados a alimentação, energia, vestuário e transporte.”

Impacto reduzido

No cenário global, ele diz que o Brasil tem se saído bem porque é um grande produtor de alimentos e commodities básicas (aço e outros minérios). “As empresas que dependem desses produtos, essas são menos vulneráveis pelo fato de que têm um risco menor de falta de disponibilidade de suas matérias-primas.”

Outro segmento pouco afetado são os serviços públicos – telefonia, transportes e outras. Mesmo com crise, as pessoas precisam consumir essas coisas básicas, conclui.

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