Investimentos em modais de transporte e mobilidade urbana são prioridades para melhorar competitividade do Paraná

por andre_inohara — publicado 21/12/2011 10h33, última modificação 21/12/2011 10h33
Curitiba – Em reunião com executivos, senador do estado apontou os maiores obstáculos para o aumento da representatividade econômica no cenário nacional e os investimentos federais destinados ao Paraná.
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Para o aumento da competitividade do estado do Paraná dentro do cenário internacional, os investimentos prioritários devem ser em modais de infraestrutura e mobilidade urbana, apontou o senador Sérgio de Souza (PMDB-PR).

Em sua avaliação, o parlamentar indicou que o desenvolvimento em redes de transporte é substancial para o suporte do crescimento econômico do País como um todo.

“O crescimento do Brasil está tão acelerado que o desenvolvimento de infraestrutura, como em modais e transporte urbano, não está acompanhando. Se não houver esse desenvolvimento, corre-se o risco de estagnar o crescimento do País” afirmou o senador, no evento B2G – Business To Government – promovido pela Amcham-Curitiba na sexta-feira (16/12).

Investimentos Estaduais

Segundo o parlamentar, o Estado do Paraná apresenta-se geograficamente e até mesmo logisticamente privilegiado. No entanto, tem perdido escoamento das produções para São Paulo e Santa Catarina, pela estagnação do Porto de Paranaguá e atraso de toda a infraestrutura de transporte estadual.

“A intenção é de aumentar a capacidade de escoamento do Porto de Paranaguá e na sequência levar os modais de transportes, principalmente rodovias e ferrovias, com maior agilidade para o porto”, apontou.

De acordo com o senador, para buscar esse aumento da representatividade econômica, o Paraná deve receber nos próximos quatro anos R$ 30 bilhões do governo federal.

Só a capital estadual, Curitiba, receberia investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões – voltados para construção do metrô na cidade e outras obras de mobilidade para a Copa do Mundo em 2014.

Guerra fiscal

As diferenças regionais apresentadas hoje no País são o segundo ponto de impasse à maior competitividade do Paraná. De acordo com o parlamentar, a redução de impostos em alguns estados é prejudicial para o desenvolvimento de todas as demais unidades federativas.

“O privilégio que se concede em determinadas regiões do Brasil, como, por exemplo, o crédito de IPI presumido para estados do Nordeste, é negativo principalmente para o Paraná.” Estados como Pernambuco estariam atraindo muitas empresas no Paraná devido a esses benefícios, exemplificou.

Balança comercial

O aumento do número de importação foi outra preocupação apontada no B2G. De acordo com os executivos que participaram da reunião, o déficit apresentado pela balança comercial do estado nos últimos meses de 2011 já alerta grande parte das empresas estaduais.

Para o senador, as importações são fundamentais para o estímulo ao desenvolvimento da economia do Paraná. Souza concluiu o encontro defendendo a igualdade de condições para as operações de exportação e importação, o que garantiria a manutenção da competitividade.