O Brasil quer se integrar ao Acordo de Parceria Transpacífico, afirma Armando Monteiro

publicado 06/11/2015 13h44, última modificação 06/11/2015 13h44
Recife - O ministro foi recebido pela CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, e conversou com empresários na Amcham Recife sobre cenários econômicos
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“O Brasil quer se integrar ao Acordo de Parceria Transpacífico, mas as bases têm que ser construídas de forma realista com o setor privado", afirmou o ministro Armando Monteiro, titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), nesta sexta-feira (06/11), na Amcham-Recife. 

O ministro se reuniu pela manhã com empresários na Amcham Recife para tratar dos cenários econômicos do país. Ele foi recebido pela CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas. 

"A AMCHAM se alinha às prioridades elencadas pelo Ministro Armando Monteiro, principalmente no que se refere aos aspectos de uma reforma tributária possível e dos avanços de uma agenda de reforma pró-competitividade”, afirmou Deborah.

Em sua palestra, o ministro  ressaltou a importância de aproveitar o momento desafiador para apontar novos caminhos para a retomada do crescimento brasileiro a partir da implementação de reformas estruturais pró-competitividade.

“Sobretudo agora, que o mercado doméstico experimenta uma forte retração, a exportação é a melhor maneira de garantir a manutenção de empregos no Brasil. Ou seja, quem exporta, gera empregos no Brasil. Portanto, nós precisamos investir em exportação, ampliar os canais, capacitar as empresas,”  declarou.

“O ministro entende que o ICMS deve ser baseado na tributação no destino e que é possível reduzir as alíquotas interestaduais em três ou quatro patamares”, cita a CEO da Amcham-Brasil. 

No que tange ao PIS/COFINS, Monteiro informou a existência de estudos no Ministério da Fazenda para um projeto piloto introduzindo o conceito de crédito financeiro aproximando o imposto do modelo clássico de IVA - Imposto de Valor Adicionado. 

Quanto à agenda de competitividade, o ministro ressalta a necessidade de alteração no ambiente regulatório, infraestrutura e na governança do setor público.

Monteiro deu especial destaque para os esforços de reposicionamento da nossa política comercial com o objetivo de modernizar e dar dinamismo à economia brasileira. 

Elencou também o acordo avançado de convergência regulatória e normas técnicas com os EUA, a proposta para ampliar o acordo de preferência tarifária com o México, passando de 400 para 8000 produtos, e retomada das negociações de desgravação tarifária com Peru e Colômbia, com quem o país assinou, recentemente, acordo automotivo.  

Além disso, o Monteiro lembrou outro ponto importante na área das relações comerciais externas do país: a troca de ofertas entre Mercosul e UE previsto para o início de dezembro.