Na Amcham Recife, especialistas apontam retomada econômica no 2º semestre de 2017

publicado 15/12/2016 10h16, última modificação 15/12/2016 10h16
Recife - No Business Round Up, o economista Jorge Jatobá e executivos da Pitang e AD Diper traçaram perspectivas para o próximo ano
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A economia do país deve apresentar sinais de melhora a partir do segundo semestre de 2017. Esta foi a perspectiva traçada pelo consultor Jorge Jatobá, sócio da CEPLAN e Conselheiro da Amcham Recife em evento realizado, na quarta-feira (14/12), para associados da filial. O encontro, intitulado Business Round UP, contou ainda com palestras do gerente de arranjos produtivos da AD Diper, Carlos Magno, e do CEO da Pitang, Antônio Valença.

Para 2017, a previsão da CEPLAN é que, no primeiro semestre, haja retração na economia de 0,5%, com possibilidades de retomada no crescimento, na metade do ano, através de investimentos do governo em Parcerias Público Privadas – PPPs e concessões. O consultor Jorge Jatobá avalia que o governo deve adotar, em breve, medidas com estratégias de curto e médio prazos para o país apresentar uma recuperação. “O governo deve liberar o uso do FGTS para os 57% das famílias brasileiras que estão endividadas.  E facilitar renegociação de crédito com os bancos públicos, especialmente, o BNDES, para o desafogamento do caixa das empresas”, destacou Jatobá.

De acordo com Jatobá, o cenário econômico apresentou, em 2016, quedas de produção nos setores agropecuário, industrial e de serviços, enquanto os números de exportações cresceram. E ainda, os juros baixaram muito pouco de 14,25% para 13,75%. A taxa de desemprego, em Pernambuco, caiu vertiginosamente para – 10,8%, tendo o setor da construção civil como o maior responsável pelo número de demissões, grande parte empregada em Suape. Todos estes fatores somados justificariam, segundo Jatobá, a lenta recuperação em 2017. Ele apesentou, no encontro, dados do Banco Central que apontam, para o ano que vem, uma inflação de 4,9% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA .

Uma visão positiva para o estado de PE foi mostrada pelo gestor da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco – AD Diper Carlos Magno. Ele enfatizou que vários investidores estão sendo atraídos para os setores automotivo, naval, farmacêutico e energético. “Temos, em prospecção, uma termelétrica a ser instalada em Suape. Participei também de reunião com investidores da Índia interessados no setor de energia eólica. E o Consulado da China não se instalou, no Recife, à toa. Faz parte da estratégia macro deste país que é uma máquina comercial”, pontuou Magno que ainda lembrou que, hoje, Pernambuco exporta mais automóvel do que açúcar.

Já o CEO da Pitang, Antônio Valença, afirmou que, apesar da crise do país, as empresas de tecnologia da informação (TI) conseguiram driblar as dificuldades. Ele destacou que o polo tecnológico do Porto Digital, no Recife Antigo, agrega 20 empresas de TI que faturaram este ano R$ 1,3 bilhões. “O setor de tecnologia está ligado a reduções de custos para empresas. A Pitang atua em vários estados do país e cresceu, em 2016, cerca de 3%. Tínhamos 120 funcionários e, hoje, temos 300 colaboradores”, disse Valença. O CEO da Pitang também falou que a estratégia atual da empresa é investir em capacitação e salários para não exportar talentos e, sim, ideias.