Na cerimônia da Amcham 100 anos, Doria defende apoio dos empresários à Reforma da Previdência

publicado 11/04/2019 15h56, última modificação 12/04/2019 15h25
São Paulo – Governador de São Paulo pediu uma “defesa ativa” da reforma a mais de 800 líderes do setor privado
João Doria Governador de São Paulo durante Amcham 100.jpg

João Doria, Governador de São Paulo, em Cerimônia Amcham 100 e Posse do Conselho de Administração Amcham Brasil

Sem a reforma da Previdência, o Brasil não vai crescer e atrair mais investimentos. É por isso que os empresários precisam se envolver ativamente na aprovação da reforma, disse o governador de São Paulo, João Doria. “Sejam defensores ativos da reforma da Previdência. Dialoguem com os parlamentares e multipliquem o apoio”, argumenta, durante a cerimônia de posse do nosso novo Conselho de Administração, que também marcou os 100 Anos de Amcham.

A cerimônia aconteceu em 10/4 em São Paulo, na presença de mais de 800 líderes empresariais. Doria parabenizou o centenário da Amcham, exaltando o papel transformador da Câmara Americana de Comércio ao longo de sua existência. Para o governador, a reforma é o caminho para o país voltar a crescer.

“Se fizermos a reforma, muda o Brasil. Retomaremos o caminho do desenvolvimento. Do equilíbrio fiscal federal e dos 27 estados. Comportas de investimentos vão se abrir para o Brasil. Vocês sabem disso”, continua o governador.

Para o governador, o apoio não pode ser silencioso. “Usem a força que vocês (empresários) têm individual ou corporativamente para falar com deputados e senadores amigos ou os que estão próximos de vocês. Ou falem na condição de eleitores que têm o direito de cobrar. Votem pela reforma da previdência.”

Amcham apoia as reformas

A cerimônia marcou a posse de Luiz Pretti, presidente da Cargill Brasil, como nosso presidente do Conselho de Administração. Ao assumir o mandato, Pretti também defendeu a aprovação do projeto da reforma da previdência. “Quando aprovada, trará um impacto positivo nas contas do governo federal”, disse, em discurso.

O desejo de reformas é grande no setor privado, acrescenta o dirigente. “Os empresários ouvidos pela Amcham esperam ansiosamente um Brasil que simplifique ou reforme o seu sistema tributário, que conduza uma agenda de liberação comercial e de reforma administrativa, revendo todos os subsídios concedidos pela União e gerando a autonomia do Banco Central.”

Pretti mencionou que a Amcham chegou ao seu centenário com 5 mil empresas associadas que, juntas, representam um terço do PIB brasileiro. “Geramos mais de 3 milhões de empregos formais diretos, representando 9% de todos os empregos formais do setor privado do país. Números que fazem da Amcham Brasil a maior Câmara Americana fora dos Estados Unidos.”

Em uma pesquisa que fizemos em tempo real em fevereiro com 550 executivos, a maioria acha que a reforma da Previdência vai ser aprovada esse ano, mas com ressalvas. Para 63% deles, a expectativa é de aprovação de um projeto que não consiga abarcar todos os setores da sociedade, mas que ainda assim terá um impacto positivo nas contas do governo.

A aprovação de uma reforma estrutural e ampla até o final do ano que consiga abarcar todos os setores, incluindo militares e todos os servidores públicos, foi votada por 20% do público.