Nordeste enfrentará mais dificuldades para aporte de investimentos, diz economista

publicado 01/06/2015 14h17, última modificação 01/06/2015 14h17
Recife - Tânia Barcelar, sócia da CEPLAN, falou sobre os desafios do desenvolvimento da região em encontro promovido pela Amcham em 27/5

Nos próximos anos, diante de um cenário de crise, o Nordeste deve ter dificuldades para conseguir manter o aporte de investimentos que tem recebido nos últimos anos. Essa foi uma das conclusões apresentadas pela economista Tânia Barcelar, sócia da CEPLAN. Durante o Ciclo de Desenvolvimento Regional promovido pela Amcham Recife, a especialista apresentou o estudo “Nordeste 20-22”, trazendo aponta as perspectivas econômicas para o Nordeste entre os anos de 2020 e 2022.

Como saída para a vindoura dificuldade de atração de investimentos, Tânia apontou a aposta em Parcerias Público Privadas (PPPs) como forma de manter projetos de infraestrutura e, assim, manter a competitividade da região.  Outra tendência apontada pela economista foi a consolidação dos APLs (Arranjo Produtivo Local) e das Micro e Pequenas Empresas, tipos de negócios que proliferaram na região nos últimos anos.   O estudo mostrou também que há uma tendência para que haja um aumento das interações comerciais do Nordeste com o exterior, assim como a expansão dos investimentos no setor de turismo.

Tânia destacou ainda os avanços por quais o Nordeste passou nos últimos anos, com destaque ao aumento do acesso ao ensino, à melhoria da infraestrutura da região e ao aumento da renda familiar domiciliar e rural, cujos aumentos ficaram acima da média nacional. Ela lembra porém que ainda há muito a ser feito. “A renda domiciliar média do Nordeste ainda corresponde a 55% da do Sudeste”, exemplifica.