Orçamento Base Zero permite repensar operações empresariais

por giovanna publicado 05/11/2010 15h33, última modificação 05/11/2010 15h33
São Paulo - Metodologia visa reduzir despesas e ampliar competitividade dos negócios, explica consultor.

O Orçamento Base Zero (OBZ) é uma metodologia de gestão financeira dos negócios que não leva em consideração o histórico, isto é, o orçamento do ano anterior; pelo contrário, contém uma visão de futuro, resultando em uma série de mudanças operacionais que visam reduzir despesas e ampliar a competitividade. Esse diferencial pode fazer dele uma boa alternativa para as companhias realizarem seu planejamento para 2011.

 

“Os orçamentos tradicionais consideram o histórico no qual se costuma aplicar uma correção da inflação sobre a base do ano anterior e não permitem repensar os negócios. Já o OBZ consiste em uma oportunidade de tornar as empresas mais rentáveis, competitivas e racionais. É uma forma de repensar as operações. Por exemplo, as viagens corporativas podem ser reestruturadas e algumas delas até substituídas por teleconferências, algo que não costuma ser considerado nos orçamentos históricos, mais engessados”, explicou Glauco Abdala, sócio fundador da consultoria Galeazzi & Associados, que participou nesta quinta-feira (04/11) do comitê de Finanças da Amcham-São Paulo.

 

Conforme Abdala, o Orçamento Base Zero é construído a partir do que se chama limiar, o mínimo de recursos que a empresa precisa para manter suas atividades, cumprindo todas as exigências legais. A partir do limiar, são desenvolvidos módulos incrementais, reconstruindo e agregando mais valor às operações. “Cada área da empresa trabalhará para definir um conjunto de indicadores e metas a partir do limiar”, disse.

 

Para que o OBZ funcione, as empresas devem ter muito bem definidas suas estratégias e nomear líderes para conduzir a elaboração. “Os orçamentos com base histórica são comumente mais aplicados porque ainda existe muita resistência às mudanças nas organizações. No OBZ, o objetivo é alterar o status quo; assim, o comprometimento dos líderes deve ser forte porque eles terão de comunicar e motivar as equipes”, afirmou Abdala.