Para 61% das empresas, o pós-impeachment representará retomada dos investimentos já no curto prazo

publicado 26/09/2016 10h59, última modificação 26/09/2016 10h59
São Paulo – A Amcham ouviu 160 presidentes e diretores de empresas, em SP, durante Seminário Produtividade Brasileira
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Para a maioria das empresas, o pós-impeachment representará já, no curto prazo, retomada dos investimentos e ações comercias no Brasil, aponta pesquisa Amcham com 160 diretores e presidentes de empresas, realizada no último dia 16/9, em São Paulo.
Em 61% das companhias, os investimentos já estão sendo destravados, sendo em 35% delas com aportes financeiros no País até dezembro de 2016.
Outra parcela de 26% retomará nos primeiros três meses de 2017, acreditando em novo ciclo de crescimento da economia. Já 20% informou não planejar novos recursos e linhas de negócios no curto e médio prazo, e 19% não declarou suas perspectivas.

Otimismo e plano de concessões
Os empresários estão otimistas com a agenda proposta pelo Governo Temer. Para 84% deles, a economia voltará a crescer com a concretização das medidas propostas: teto para gastos, reforma previdenciária, programa de concessão e flexibilização da legislação trabalhista.
Após a aprovação da PEC dos gastos públicos, 38% dos consultados avaliam que a próxima pedra fundamental trabalhada pelo Governo deve ser a Reforma Tributária. Outras prioridades listadas foram: Reforma Política e Previdenciária, com 23% dos votos cada, e Reforma Trabalhista, sendo citada por 18% deles.

Plano de concessões
Sobre o plano de concessões, de acordo com 64%, o sucesso do programa dependerá da velocidade na recuperação da imagem e credibilidade do país no cenário interno e externo. O ritmo da aprovação de financiamento (13%), licenciamento ambiental (13%) e realização de road show com investidores (9%) também são pontos cruciais da boa aceitação no mercado do principal programa do Governo Temer.
Para a realização de ‘road show’ com bancos, investidores e construtoras, os empresários apontaram prioridades da agenda internacional. Os mercados alvos devem ser: Estados Unidos (47%), China (28%), outros países asiáticos (12%), América Latina (7%), União Europeia (4%) e África (2%).
Sobre a agenda do programa de concessões, os executivos brasileiros enxergam quase todas obras de infraestrutura como prioritárias. Quando questionados sobre “qual deve a prioridade levando em conta o maior impacto na retomada na economia?”, os executivos listaram nesta ordem: Portos (27%), Ferrovias (24%), geração e transmissão de energia (24%), estradas (19%) e aeroportos (5%).

Abertura da economia é chave da produtividade
A pesquisa Amcham levantou ainda a visão empresarial sobre qual deve o aspecto trabalhado pelo novo governo para melhorar a produtividade da economia e diminuir o “Custo Brasil”.
Neste sentido, 58% enxergam a abertura da economia como prioridade política máxima, com busca de maior número de acordos comerciais e de convergência regulatória. Outros avanços são em qualificação de mão de obra (16%), em inovação (15%) e de fortalecimento das agências reguladoras (10%).
A pesquisa Amcham ouviu 160 executivos, em São Paulo, durante “Seminário Produtividade Brasileira” promovido pela entidade. Responderam à pesquisa Amcham lideranças de empresas de variados portes e segmentos da economia.