Para voltar a crescer, Brasil precisa aumentar participação na cadeia global de valor

publicado 05/12/2014 09h05, última modificação 05/12/2014 09h05
Campinas – Alerta foi dado pelo presidente do Citi Brasil e do economista-chefe da Febraban no Fórum de Finanças
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O ano de 2015 é definido como desafiador, mesmo que ainda nem tenha começado. E para debater sobre a retomada do crescimento econômico do Brasil, a Amcham Campinas promoveu, no último dia 03/12, o último encontro do ciclo do Fórum de Finanças.

O encontro contou com a participação de Hélio Magalhães, presidente do banco Citibank e do Conselho nacional da Amcham; e Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban); apontando quais são as principais medidas necessárias para avançar na competitividade da economia do País.

Para Hélio Magalhães, o principal ponto de atenção é a exclusão do Brasil da cadeia global de valor. “A estagnação dos investimentos em infraestrutura, a demora na reforma tributária e a perda da importância das agências regulatórias, acrescidos de outros fatores, fizeram com que o país perdesse competitividade e necessariamente espaço na cadeia global, que conta com países ricos e que investem muitos nesses setores”, aponta ele.

Na visão do presidente do Citi, o ano de 2015 não deve ser tão tenebroso quanto parece e, tomando as medidas necessárias, podemos iniciar já no próximo ano a retomada do crescimento. “O Brasil precisa mudar o discurso de país fechado, e precisa se aproximar de países ricos que tem dinheiro para comprar e investir aqui.”

O economista-chefe da Febraban prevê um próximo ano de inflação alta e câmbio desvalorizado, mas que existem ações que podem evitar a retração da economia.  “A reforma no setor fiscal é emergencial, e irá demorar mais que quatro anos para ser implantada. É necessária iniciar já para começar a recuperar a competitividade e confiança perdidas”, pontua Sardenberg.