Pesquisa Amcham: 66% dos empresários pernambucanos pretendem retomar contratações nos próximos seis meses

publicado 02/10/2020 11h50, última modificação 02/10/2020 11h50
Recife - A maioria dos executivos (43%) sinalizou que pretende contratar ainda no último trimestre de 2020
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O número de contrataçõeePernambuco pretende crescer no último trimestre de 2020. É o que aponta a pesquisa inédita desenvolvida por nós em Recife. Em relação às contratações, 66% do empresariado entrevistado afirmou que pretende iniciar as contratações, sendo 43% ainda no último trimestre de 2020. As habilidades mais procuradas são: capacidade para resolver problemas (50%), adaptabilidade e flexibilidade (45%) e pró-atividade (40%).

“A pesquisa aponta uma perspectiva positiva para o mercado de trabalho, muito afetado durante a pandemia. Acreditamos que, apesar do baque econômico, muitas organizações se reinventaram no período e estão confiantes no futuro. O resultado também é reflexo de mais otimismo na economia, com sucessivas projeções de menor queda do PIB”, ressalta nossa Superintendente Regional Nordeste, Alessandra Andrade.

O levantamento, que contou com a participação de 113 sócios, CEOs, diretores e gerentes de companhias de Pernambuco que atuam nos setores da indústria, serviços e agronegócios, reúne as expectativas dos empresários do estado em competitividade, mercado de trabalho e inovação. Ele revelou que as áreas cujas vagas devem ser destinadas são: tecnologia (54%), vendas (41%) e marketing (40%).

pesquisa foi realizada como uma das entregas do PE Avança, projeto nosso em Recife que articulou governo, empresas e sociedade civil em prol do desenvolvimento de Pernambuco durante o mês de setembro através de encontros digitais e conteúdo exclusivo.

"O resultado dessa pesquisa reflete as expectativas mercadológicas do estado nos próximos seis meses. Além de ter um resultado positivo, ela faz um panorama e mensura em quanto tempo os postos de trabalho ePernambuco, na visão dos empresários, volta a aquecer", destaca o coordenador do PE Avança, Vagner Santana. 

 

RECUPERAÇÃO

De acordo com os entrevistados, alguns setores já apresentam sinais de recuperação na volta das atividades econômicas. Tecnologia e construção civil foram apontados como os principais por 54% dos empresários, seguido por indústria (45%), logística (34%), agropecuária (34%) e saúde (28%). Os setores menos apontados foram turismo (6%) e educação (1%).

Como resultado da pandemia, a maioria dos executivos espera neste ano queda de faturamento (44%) ou estagnação (20%). Ainda assim, quase um terço (32%) esperam aumento no faturamento de suas empresas.

Considerando setembro como ponto de partida, a maioria (65%) dos executivos aponta a normalidade empresarial pode ser conquistada ainda este ano, sendo que  47% já enxerga estabilidade no seu negócio e outros 18% aponta uma perspectiva de volta ao normal de 1 a 3 meses. Enquanto isso, 27% ainda precisam de 3 a 7 meses para reestabelecerem seus negócios. Em 2021, o principal desafio para as organizações é a recuperação e retomada de lucros (34%), expansão operacional (27%) e produtividade (18%).

 

INOVAÇÃO

Nos últimos 4 meses, a maioria investiu até 5% de seu faturamento na área (41%) e 29% investiram de 5% a 15% desta receita em transformação. A maioria dos investimentos foi focada na reestruturação de processos operacionais internos (60%), em novos modelos de negócios (47%) e em digitalização de produtos (35%).

“Sabemos que a inovação é fundamental para a sobrevivência das organizações - e o empresariado pernambucano já entendeu o recado. A alocação de recursos para este fim e o foco na contratação de profissionais de tecnologia mostra maturidade em relação aos desafios do futuro. Vemos como um sinal positivo de transformação e que será fundamental para a retomada”, afirma Alessandra Andrade.

 

ECONOMIA

A maior parte dos executivos espera que a economia do estado em 2020 será semelhante à movimentação do PIB (53%). Cerca de 29% afirmou acreditar que o resultado de Pernambuco ficará abaixo do PIB Nacional (29%) e apenas 18% acreditam que será superior ao resultado da economia nacional.

Quando questionados sobre os fatores determinantes para a atração de investimentos para o estado, a maioria (60%) apontou a necessidade de investimento em infraestrutura e logística para melhorar a produtividade e a redução da burocracia, com simplificação de normas (58%). Cerca de 48% apontaram a necessidade de realizar uma reforma tributária com redução de tributos e incentivos fiscais. Privatizaçõee concessões foram citados por 36%, enquanto 28% lembraram da ampliação de acesso a crédito.

“Neste ano, com a pandemia, vimos diversas ações do governo em relação a investimentos e reformas sendo pausadas para enfrentar a crise de saúde pública. No entanto, como instituição que representa cinco mil empresas por todo o país, entendemos a importância da retomada das discussões sobre reformas para melhorar a competitividade não só de Pernambuco, mas de todo o país. A pesquisa reflete essa necessidade de trabalhar em conjunto em prol de um melhor ambiente para os negócios”, afirma Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil.

 

PESQUISA

pesquisa PE Avança 2020 foi realizada com o intuito de reunir as principais expectativas dos empresários de Pernambuco a respeito de temas como economia, competitividade, mercado de trabalho e inovação. Foram entrevistados 113 sócios, CEOs, diretores e gerentes dos setores de serviços (57%), indústria (21%), outros (20%) e agronegócio (2%). Sobre o porte das empresas, a maioria (57%) fatura até R$ 20 milhões/ano, 36% de R$ 20 milhões/ano a R$ 1 bilhão, e 7% acima de R$ 1 bilhão/ano.

 Para ver a pesquisa completa, acesse aqui.

 

SOBRE O PE AVANÇA 

PE Avança é uma iniciativa realizada por nós em Recife desde 2017. O objetivo do projeto é apresentar o estado de Pernambuco como um polo de inovação e atração de investimentos. Em 2017, 2018 e 2019, no formato de evento presencial, reuniu mais de 1.500 executivos do Recife e de outras cidades do Brasil para conhecerem o ecossistema de inovação do Porto Digital, oferecendo mentorias para startups e tratando sobre formatos de investimentos no estado.