Pesquisa da Amcham mostra impacto de ajustes fiscal e monetário nas empresas de PE

publicado 31/07/2015 14h06, última modificação 31/07/2015 14h06
Recife - Estudo apresentado hoje (31/7) no Ciclo de Tributação foi destaque no Bom Dia da TV Globo Nordeste
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No atual momento de crise econômica, 72% das empresas pernambucanas preveem ter diminuição do faturamento neste ano. Esse foi um dos resultados apontados pela pesquisa “Os impactos dos ajustes fiscais e monetários no empresariado pernambucano”, realizada pela Amcham Recife com 110 executivos e empresários pernambucanos de companhias de diferentes portes e ramos de atuação no mês de julho.

A pesquisa foi apresentada hoje (31/7) durante o Ciclo de Decisões de Tributação, que acontece no Amcham Business Center, no Pina.  O estudo também foi destaque no Bom Dia Pernambuco da TV Globo Nordeste. Confira aqui  

Outros impactos lembrados pelos empresários ouvidos foram o aumento do custo operacional e a diminuição dos investimentos, citados, respectivamente, por 53,3% e 47,6% dos entrevistados. Além disso, 46,6% deles preveem corte nos postos de trabalho.

Para 64,5% dos executivos, os ajustes da política fiscal e monetária devem ter impacto um impacto alto na sua empresa. Na visão deles, o aumento da alíquota sobre financiamentos bancários foi a medida que mais impactou seu negócio, sendo apontada por 59,% deles, seguida da revisão da desoneração da folha de pagamento (54%), aumento da alíquota sobre os combustíveis (47%) e redução dos investimentos no PAC (47%). 

Para lidar com os ajustes e a crise econômica, a solução mais apontada pelos entrevistados foi a redução dos custos operacionais, com 58,8% das respostas. A boa notícia é que somente 12,1% delas afirmou ter, até o momento, reduzido o quadro de funcionários. A oferta de descontos e barganhas também não tem sido uma tática muito utilizado pelos negócios pernambucanos até agora: somente 11,2% disseram ter adotado essa medida.

A desconfiança do empresariado pernambucano em relação às políticas de ajuste da economia é visível. 65,4% deles não acredita que as medidas serão suficientes para construir um crescimento sustentável. Em relação ao controle da inflação, metade dos entrevistados acredita que as ações do governo não conseguiram obter êxito ainda em 2015. Menos de 1% acredita que sim, enquanto 35,8% acredita que em 2016 a inflação deve se estabilizar.

A crise porém não tirou as boas expectativas para o desenvolvimento do Nordeste.  63,3% acredita que a região continua, em parte, atrativa para os investidores. Apenas 12,8% afirmou não acreditar que o Nordeste perdeu atratividade para investimentos.

Sobre o Ciclo de Tributação

Com o tema “mudanças tributárias em 2015”, o Ciclo de Decisões de Tributação terá como objetivo esclarecer as dúvidas relacionadas às várias mudanças tributárias ocorridas em 2015. Além de trazer um panorama do cenário atual, o ciclo trará discussões sobre medidas eficazes de compliance fiscal, a implementação do E-social, e a ECF (Escrituração Contábil Fiscal). Participarão do evento o vice-presidente do Instituto Pernambucano de Estudos Tributários (IPET), Elmo Queiroz; Geuma Nascimento, sócia do grupo Trevisan Gestão & Consultoria; Daniela Pascoal, responsável pelos projetos jurídicos da ADP; e Ivo Barboza, sócio da Ivo Barboza Advogados.