Política econômica tem “novo rumo” com união de ministérios, diz Secretário de Economia

publicado 30/04/2019 14h14, última modificação 07/05/2019 13h47
Brasília – Marcelo Guaranys foi um dos palestrantes do nosso Seminário Brasil 2019
Marcelo Guaranys (Ministério da Economia), Sylvio Costa (Congresso em Foco) e Roberto Piscitelli (Cofecon) no Seminário Brasil 2019.jpg

Da esq. para a dir.: Marcelo Guaranys (Ministério da Economia), Sylvio Costa (Congresso em Foco) e Roberto Piscitelli (Cofecon)

Além de facilitar a coordenação econômica do governo, a fusão de vários ministérios em uma só pasta (Economia) cria vantagens operacionais, disse o Secretário Executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys. “É importantíssimo juntar e dar o mesmo rumo, colocar o ciclo orçamentário dentro do mesmo órgão, debaixo da mesma linha. Isso vai dar um novo rumo para a política econômica.”

Guaranys foi um dos convidados do Seminário Brasil 2019, que realizamos em Brasília em 25/4. O tema do evento foi um balanço dos 100 dias de governo de Jair Bolsonaro, completados em 10 de abril. Também participaram Roberto Piscitelli, economista do Conselho Federal de Economia (Cofecon) de Brasília, e Sylvio Costa, fundador do site Congresso em Foco. O debate foi mediado por Luciano Souza, sócio das áreas de Compliance e Anticorrupção e Relações Governamentais no Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Advogados.

O secretário reforçou as iniciativas do governo na agenda econômica. Entre elas, a necessidade de redução do Estado, corte de gastos, desburocratização, reformas e aumento de produtividade. Também defendeu uma maior inserção do Brasil na economia internacional e traçou algumas perspectivas positivas que a entrada no Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) traria.

A vantagem é que a equipe econômica está mais alinhada a outros órgãos e autarquias correlacionadas, que antes atuavam em outras esferas. “É um grande desafio cuidar de todas as áreas políticas e econômicas unindo cinco ministérios (Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio, Comércio Exterior, Trabalho e Previdência). Que estão funcionando em um só, sob o comando de um ministro”, declarou o secretário.

Olhar para frente

Exportar commodities não é ruim, mas o Brasil tem que “olhar para frente” e desenvolver uma indústria inovadora e capaz de competir no exterior, defende Piscitelli, do Cofecon. “Não queremos mais uma economia mera exportadora de matérias primas. O fortalecimento da indústria e da tecnologia é a garantia de uma capacidade crescente de incorporar valor agregado à nossa produção e uma vocação de liderança na formação de mão de obra mais qualificada e mais valorizada. Para isso é preciso olhar para frente.”

Um desenvolvimento que precisa ser sustentável e inclusivo, segundo o economista. “Nós não queremos o crescimento a qualquer preço. De nada adianta excluir parcelas crescentes dos frutos dos avanços em matéria de educação, cultura, ciência e tecnologia.”

Costa apresentou, por meio de dados empíricos, uma ampla análise das forças políticas que agiram nesses 100 dias e que serão relevantes para as movimentações do governo até o final do mandato de Jair Bolsonaro. Dentre os temas de maior destaque apresentados pelo jornalista estavam a área econômica e de segurança pública.

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