Por respeito às diferenças, CEO da KPMG chega a corrigir piadas depreciativas

publicado 28/04/2016 16h48, última modificação 28/04/2016 16h48
São Paulo – Crença na diversidade inclui mudança de comportamentos, afirma Pedro Melo
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Ao abordar o tema da diversidade, o presidente da KPMG, Pedro Melo, vai além do incentivo e aplicação de políticas corporativas de respeito às diferenças. “Faço correções de piadas [que depreciam grupos étnicos e raciais] que antes até me divertiam. Mas hoje as corrijo. A diversidade passou a ser algo que tem que ser construído no dia a dia, senão a mudança não acontecerá”, afirma o executivo, no Fórum de Diversidade da Amcham – São Paulo, realizado na quinta-feira (28/4).


Isso porque o engajamento à causa da diversidade não pode se limitar a situações profissionais, afirma Melo. “Comportamentos precisam ser alterados no dia a dia. O engajamento tem que ser muito mais amplo do que a fronteira escritório e empresa. Tem que se expandir, porque desse modo não há compreensão e envolvimento total.”


Na KPMG, a crença na diversidade se reflete em várias ações. Uma delas é aumentar a participação de mulheres sócias no escritório do Brasil, pois “há poucas delas”, segundo Melo. Para cumprir o objetivo, o executivo formou grupos internos de trabalho que tratam da questão periodicamente.


O executivo conta que sua primeira experiência com a diversidade foi na década de 1990, quando foi transferido para um dos escritórios da KPMG nos Estados Unidos. “Lá, todos os sócios eram mulheres. Isso me aguçou o espírito de aprender (diversidade), porque era uma relação diferente”, conta.


Outro foco de diversidade na KPMG é a cultura de dar oportunidade a todos, inclusive para quem está começando a carreira. A cada ano, cerca de 600 a 700 jovens recém-formados são contratados para as áreas de auditoria e consultoria.


Nem todos vão ficar, admite Melo, sendo que muitos acabam migrando para outras áreas. “Mas estamos preparando gente. Perseguindo isso, temos que garantir diversidade e assegurar que as pessoas tenham oportunidades iguais.”