PWC discute riscos cibernéticos em um mundo cada vez mais conectado

publicado 03/02/2015 10h36, última modificação 03/02/2015 10h36
Campinas – Tecnologia expandiu fronteiras das organizações, mas tornou essencial o debate sobre os riscos

Casos recorrentes de vazamentos de informações confidenciais em empresas por todo o mundo tem trazido preocupação aos executivos em relação aos riscos cibernéticos.

Para falar sobre gerenciamento de riscos cibernéticos em um mundo cada vez mais conectado a Amcham Campinas recebeu na última Quarta Feira (14/01) no Comitê Estratégico de T.I, Fernando Mitre, Gerente Sênior da PwC Brasil, especialista em Cybersecurity, que apresentou ao grupo os principais resultados do estudo "Managing cyber risks in an interconnected world", que utilizou como base os dados da pesquisa "The Global State of Information Security Survey 2015", organizada pela consultoria, em parceria com as empresas norte-americanas CIO e CSO, e contou com a participação de mais de 9700 executivos.

De acordo com a pesquisa, o número de incidentes cibernéticos detectados subiu para 42,8 milhões este ano - um salto de 48% em relação a 2013 (o equivalente a 117.339 novos ataques todos os dias). Este aumento impactou diretamente no custo: as perdas financeiras atribuídas a incidentes de segurança cibernética aumentaram 34% em relação ao ano passado. Apesar do aumento significativo, Mitre aponta que parte deste crescimento pode ser um indicativo positivo.

“Parte deste aumento pode significar também que as empresas estão se organizando melhor quando o assunto é tecnologia e proteção, e que desta forma estão conseguindo detectar mais precisamente incidentes.”

Para Mitre a discussão sobre cibersegurança e privacidade de informações nas organizações deve se intensificar em 2015, exigindo entendimento dos riscos cibernéticos e envolvimento de executivos no direcionamento dos investimentos em segurança.

“Riscos cibernéticos nunca serão completamente eliminados. Hoje, as organizações devem se manter vigilantes e ágeis frente a um cenário de ameaças em constante evolução”, finaliza Mitre.