Respeito e responsabilidade social são pontos fortes para a diversidade, aponta presidente da Dow

publicado 29/04/2016 11h11, última modificação 29/04/2016 11h11
São Paulo - Fabian Gil contou como a filial argentina da multinacional integrou diferentes grupos de funcionários
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“Tínhamos uma estagiária muito boa que queria ir para o setor de vendas. Quando discutimos a sua carreira, pensei em colocar ela no interior. Lembro que comentamos: “tudo bem, mas ela é mulher”. Os clientes também estranhavam o fato de ser uma mulher”, contou Fabian Gil, presidente da Dow na América Latina, no Fórum de Diversidade da Amcham - São Paulo, realizado na quinta-feira, 28. A empresa decidiu arriscar a mudança. “De fato, ela foi uma das nossas melhores vendedoras”, atestou Fabian.


Contratar uma mulher para uma área majoritariamente masculina foi um progresso em relação à inserção de diferentes grupos no ambiente empresarial. Essa integração sequer era discutida há 20 anos na Argentina, comentou o líder da Dow, na mesa que abordava as ações da iniciativa privada para a diversidade.  A inserção de gêneros, raças e preferências sexuais no quadro de colaboradores da multinacional tornou-se comum atualmente. O respeito às diferenças, acrescenta ele, é trabalhado por meio de redes que integram os funcionários. “Não é tratar todo mundo igual, é respeitar as diferenças e criar um ambiente harmônico”, detalhou o empresário.


Ainda segundo Fabian, a diversidade é pautada por um tripé envolvendo respeito, responsabilidade social e competitividade. “Quando você tem empresas com esses pilares, você cria um ambiente onde as pessoas se sentem acolhidas, protegidas e são felizes. Não discrimina, inclui e, ao mesmo tempo, potencializa a inovação e ideias disruptivas”.


Em relação às pessoas de média e baixa renda, Fabian aponta mais um aspecto positivo da Dow, que antigamente se mostrava mais elitizada. “Vamos às universidades do interior e pesquisamos por talentos. Se selecionar por ciclo social, perde muito. Capacidade não está associada a nível social.” Além disso, ele também comenta que esse público, geralmente, contagia bastante o resto da organização.


Já sobre os processos de contratação, o presidente da Dow afirma ser um erro a admissão apenas por critério de cota. Para ele, a qualificação deve ser sempre considerada e avaliada para que a evolução do trabalho seja positiva.