Ricardo Amorim: “Brasil é o país que menos cresceu na América Latina desde 2011”

publicado 27/11/2014 15h54, última modificação 27/11/2014 15h54
Campinas- O economista participou do Amcham Regional Meeting Jaguariúna, em 26/11
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Para discutir sobre as perspectivas econômicas que acompanham a chegada do próximo ano, a Amcham promoveu no último dia 26/11 o “Regional Meeting”, que nesta edição aconteceu na cidade de Jaguariúna.

Ricardo Amorim, eleito pela revista americana Forbes como o mais influente economista do país, trouxe para o evento sua visão sobre os gargalos que o Brasil deve enfrentar em 2015.

Segundo Amorim, existem três fatores que contribuem incisivamente para que o Brasil venha sofrendo uma grande retração no crescimento. São eles: falta de mão de obra; precariedade da infraestrutura e apagão logístico do país; e custo da energia (que deve ser agravado pela crise hídrica).

 “Qualificar mão de obra aumenta produção, e não qualificá-la torna a pouca mão de obra existente extremamente cara e pouco produtiva”, avalia ele.

Amorim aponta que o investimento em educação é a principal solução para que o Brasil enfrente de vez os vilões que motivam seu baixo crescimento nos últimos anos.

 “A China implantou um sistema de investimento em educação que durou 40 anos. Hoje, os chineses inverteram de lugar com a gente e se tornaram o país emergente que mais cresce e movimenta os outros países da lista”, afirma o economista.

O que prejudica este tipo de investimento no país e, por conseqüência, prejudica toda a economia, são os rachas partidários.

“No Brasil, um partido não quer copiar o outro, e isso cria tanto dicotomias educacionais como financeiras, que retraem o país em todos os sentidos”, finalizou ele. 

 Além de Ricardo Amorim, fizeram parte do evento e do painel de debates: Aluizio Margarido, diretor Comercial Aeroportos Brasil; Fabio Penteado, presidente do Grupo Tamboré; e Darcio Moraes, diretor Financeiro da PPG.