Rodrigo Maia: reformas trabalhista e previdenciária vão resgatar confiança dos investidores

publicado 21/03/2017 11h50, última modificação 21/03/2017 11h50
São Paulo – Presidente da Câmara dos Deputados está “confiante” na aprovação das propostas no primeiro semestre
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A aprovação das reformas trabalhista e previdenciária deve sair ainda no primeiro semestre, pois são essenciais à atração de investimentos, de acordo com o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. “Não tenho dúvida que, com essas duas reformas, o Brasil dá um primeiro salto fundamental para resgatar a confiança tanto dos investidores brasileiros como estrangeiros”, disse Maia, na cerimônia de Posse do Conselho de Administração da Amcham – Brasil, realizada na segunda-feira (20/3) em São Paulo.

“Estou confiante. Acredito que a proposta de terceirização deve ser aprovada entre terça-feira e quarta-feira na Câmara dos Deputados. É um passo importante, são milhões e milhões de empregos que hoje são gerados através da terceirização”, afirma o deputado.

As outras propostas serão apresentadas em sequência. “Em abril, vamos aprovar a reforma trabalhista ou modernização das leis trabalhistas. No final de abril e inicio de maio caminharemos para a reforma da previdência, que tenho certeza que vai dar condições para que tanto o governo como as empresas possam projetar investimentos de médio e longo prazo”, acrescenta Maia.

Para o deputado, as reformas vão facilitar as condições para investimentos do setor privado. “Elas garantem, com certeza, o melhor ambiente de investimento em nosso país. A modernização da legislação trabalhista estimula a geração de emprego. Diferente da lei de hoje, que tem tantas amarras e salvaguardas que na verdade tiram o emprego dos brasileiros.” Quanto à reforma da previdência, Mais afirma que é uma garantia para quem quer investir no Brasil. “Dá a certeza que o Estado brasileiro trabalha para a recuperação do equilíbrio fiscal.”

A reorganização do sistema previdenciário é fundamental para esse equilíbrio, acrescenta o deputado. “Se não fizermos essa reforma, o corte de salários e aposentadorias será uma realidade que certamente vai acontecer em um prazo muito curto, de dois a três anos. Não tenho dúvida que a situação fiscal vai ficar tão comprometida, que o próximo governo terá a ingrata missão de cortar benefícios.”

Maia cita a situação dos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que têm problemas para pagar os salários dos servidores. “O Rio está pagando salário de janeiro em março, e apenas um percentual do 13º para quem ganha até três mil reais. Temos que ter coragem de falar dessa realidade, de que isso pode acontecer com cada um de nós.”

Outra vantagem da proposta é a igualdade de condições previdenciárias, reduzindo os benefícios dos funcionários públicos. “Políticos, agentes públicos e todos terão a mesma aposentadoria. A reforma vai reorganizar a previdência em relação aos que geram o seu desequilíbrio. A maioria está no serviço público, onde dois milhões de brasileiros representam 70 bilhões de reais do nosso déficit, em detrimento dos mais de 20 bilhões de reais que os 150 milhões de aposentados do setor privado representam no déficit”, argumenta o deputado.

As duas reformas fazem parte de um reordenamento necessário no estado brasileiro. “O governo está fazendo isso. E o Congresso vai aprovar e dar as condições para que o setor privado daqui para frente possa voltar a acreditar no país”, segundo Maia.