Serasa Experian vê recuperação no mercado de crédito

publicado 28/06/2017 10h54, última modificação 28/06/2017 11h58
São Paulo – O presidente José Luiz Rossi participou do seminário Crédito e Capital promovido pela Amcham
José Luiz Rossi

José Luiz Rossi, da Serasa Experian: bancos começam a trabalhar com um cenário positivo de crédito

O presidente da Serasa Experian, José Luiz Rossi, vê sinais de recuperação no mercado de crédito brasileiro. Segundo o executivo, esse segmento bateu no fundo do poço e dá sinais agora de uma recuperação lenta. O executivo da Serasa participou do “Seminário Retomada do Crescimento: Alternativas Crédito e Capital” promovido pela Amcham São Paulo, em 23/6.

Rossi admite, no entanto, que a situação é menos favorável nas concessões para empresas, em especial as pequenas e médias: “Não estamos mais afundando. A nossa visão é que já começamos a mostrar uma recuperação. Os bancos estão reduzindo as provisões para devedores duvidosos, talvez já antecipando um ciclo de crescimento. Os indicadores mostram que batemos no fundo do poço e começamos a mostrar uma recuperação lenta.”

O executivo lembra que o total de crédito no Brasil atingiu seu recorde em dezembro de 2015, quando chegou a 54% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, com a recessão econômica e maior dificuldade de acesso aos empréstimos, essa relação caiu para 48% em abril deste ano.

Além disso, houve o aumento de inadimplentes. Segundo dados da Serasa, que é um dos maiores cadastros de dados e análise de crédito, o Brasil tem 59,9 milhões de pessoas com algum tipo de anotação negativa (atraso) em seus compromissos financeiros.

“Esse é um problema sério no Brasil e que foi aumentando nos últimos dois anos. Mas começa a ter sinais de estabilização. Ainda não é uma recuperação, mas já é um dado importante”, contou a plateia de 400 empresários presentes na Amcham.

Os dados da Serasa mostram ainda que há um aumento na demanda por crédito em 2017, após ajustes no orçamento feitos por empresas e famílias.

O crescimento no acumulado do ano até maio é de 1,9% em relação a igual período do ano passado. Já na comparação de maior contra maio, a alta é de 7,2%.

“As empresas cortam custos nos últimos dois anos. O mercado agora apresenta os primeiros sinais de recuperação. Ainda temos turbulências políticas, mas vemos um cenário melhor em relação ao que vimos em 2015 e 2016”, concluiu.

Segundo dados do Banco Central, o estoque de crédito no Brasil em 2017 recuou 3%. Neste ano, a previsão é de uma leve alta de 2%.

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