Disrupção digital: como transformar a sua empresa com as novas tecnologias

publicado 09/11/2021 15h19, última modificação 15/12/2021 16h02
Todos os anos surgem empresas digitalmente disruptivas, que transformam a vida das pessoas e as empresas do mercado. Saiba mais sobre o assunto, aqui!
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Disrupção digital é um conceito que vem trazendo grandes mudanças para a vida das pessoas e no dia a dia das organizações de todo o mundo. Nos últimos oito anos, o número de startups brasileiras aumentou 20 vezes. O surgimento desses negócios forçou as demais empresas a modificarem sua forma de funcionamento para não se tornarem obsoletas.

Para que sua organização não sofra com as disrupções digitais, mas sim, se aproveite delas para se desenvolver, trouxemos este conteúdo. Vamos explicar seu conceito, os efeitos que geram no mercado e alguns exemplos práticos dessas empresas. Confira!

O que é a disrupção digital

De forma geral, disrupção digital é a capacidade de criar um novo serviço, produto ou modelo de negócios que traga grandes transformações para o mercado. Em outras palavras, há uma quebra de paradigma que não afeta apenas as empresas, mas também, a sociedade de forma geral.

Grande parte das empresas disruptivas estão ligadas à aplicação de inovações tecnológicas, mas é importante saber que esse conceito não se limita às tecnologias. Ele deve, fundamentalmente, trazer uma nova solução excepcionalmente benéfica à rotina das pessoas.

Os gestores devem ficar de olho no surgimento de eventuais empresas disruptivas, já que suas inovações ou diferenciais podem abalar direta ou indiretamente seu negócio, mesmo que não seja do seu setor.

Apesar de muitas empresas bem-sucedidas no Brasil e no restante do mundo não serem disruptivas, elas precisam adotar certas qualidades que estão presentes nas que são disruptivas para acompanhar a evolução do mercado e garantir seu market share.

Efeitos da disrupção digital nas empresas

Nos tópicos seguintes, explicamos quais são os efeitos que um negócio disruptivo gera nas demais empresas. Essas são as características que os líderes devem criar nas organizações para se manter competitivas.

Desmaterialização de processos

A desmaterialização de processos consiste em minimizar o uso de materiais físicos para realização das atividades corporativas. Esse procedimento pode ser mais amplo e abranger mais áreas do que muitos acreditam. Veja exemplos de mudanças que podem ser feitas na empresa:

  • realizar atendimento online e, até mesmo, automatizar algumas de suas etapas (com chatbot);
  • utilizar tecnologias para automatizar várias operações rotineiras;
  • passar a adotar assinaturas digitais;
  • digitalizar os documentos.

Essas e outras ações uniformizam os processos corporativos e diminuem as tarefas redundantes, promovendo maior eficiência na organização.

Mais flexibilidade

Aumentar a flexibilidade consiste em fazer com que o negócio tenha capacidade de se adaptar rapidamente às constantes mudanças do mercado. Imagine que surja uma empresa disruptiva com um modelo de negócio mais vantajoso aos clientes. É importante que sua organização esteja preparada para alterar seus processos e atender a essa demanda mercadológica.

Maior personalização

Uma característica marcante da disrupção é a capacidade de oferecer uma oferta mais personalizada, por um custo menor e para uma parcela da população que não tinha acesso a ela. Mesmo que isso gere dificuldades para sua sobrevivência no mercado, seu negócio pode enxergar essa inovação como uma oportunidade para alcançar um novo público e personalizar seus serviços.

Incentivo à cultura de inovação

Durante a implementação de novas tecnologias, é possível que a equipe apresente resistência à adoção das ferramentas. Sendo assim, os colaboradores de todos os níveis (incluindo a alta administração) devem estar preparados para realizar as mudanças rápidas em suas rotinas.

Nesse caso, é preciso que a organização transforme a cultura organizacional, direcionando-a à inovação. Basicamente, a empresa deverá adotar uma cultura maker, que se baseia na ideia de que as pessoas poderão criar novas soluções, além de ter um ambiente de transmissão e colaboração de informações.

Otimização de recursos

Até mesmo as empresas de grande porte devem se tornar enxutas. Isso não significa que elas reduzirão suas atividades, mas buscarão maximizar sua eficiência produtiva, o que é obtido ao minimizar o desperdício de tempo, de custos, de materiais ou de capital.

Muitas vezes, atingir esses objetivos pode parecer inviável para os gestores, mas isso ocorre pelo fato de eles terem apenas uma visão sobre negócios ou perspectivas similares. No entanto, isso pode acontecer pela falta de diversidade e inclusão nas empresas, pois o apoio de indivíduos com diferentes concepções e experiências sobre a vida aumenta as chances de identificar novas oportunidades.

Foco no consumidor

Outra característica que a cultura organizacional deve ter é o foco no consumidor, ou seja, que prioriza a satisfação do cliente. Na prática, todas as ações da empresa, suas estratégias, sua forma de atendimento, novos produtos ou alteração dos existentes deve ter objetivo principal o contentamento dos clientes. Essa lógica se aplica tanto para empresas que vendem para pessoas físicas (B2C) quanto para pessoas jurídicas (B2B).

Uso de novas tecnologias

Muitas vezes, a tecnologia é crucial para que a empresa consiga atingir os efeitos explicados acima. Por isso, é necessário que ela se transforme digitalmente, tenha um setor de TI capacitado e esteja preparada para implantar eventuais inovações que se surgirem no mercado.

Exemplos de marcas que aplicaram a disrupção digital

Muitas empresas criaram inovações que causaram grandes impactos no mundo — essas são chamadas de disruptoras digitais. Veja alguns exemplos, a seguir.

Nubank

Nubank é uma fintech (uma startup da área de finanças) brasileira, criada em 2013 com o objetivo de simplificar o acesso ao crédito aos brasileiros. Na prática, ela disponibilizou cartões créditos sem cobrança de taxas para grande parte da população, possibilitou sua gestão por um aplicativo de celular e com uma baixa burocracia.

Ela também se aproximou dos clientes ao disponibilizar um atendimento de qualidade, personalizado e humanizado, de forma online. Todos esses diferenciais fizeram com que as entidades financeiras e bancárias tradicionais tivessem que desburocratizar seus processos, melhorar o atendimento ao consumidor e, principalmente, se modernizar.

Uber

No ano de 2009, foi criado o Uber, o primeiro aplicativo de transporte que funciona como um intermediário entre os motoristas particulares de carros (que trabalham de forma autônoma) e usuários que procuravam viagens urbanas. Esse serviço oferecia aos consumidores valores mais acessíveis que as viagens tradicionais de táxi, e uma forma de os motoristas conseguirem uma renda extra.

Desde a popularização do Uber, muitos indivíduos reduziram o uso do transporte público e o mercado de táxi foi forçado a se modernizar ou criar novos diferenciais que atraíssem o público.

Netflix

Netflix foi fundada em 1997 com a ideia de ser uma locadora que entregava DVDs pelo correio, mas optou por fornecer serviços de streaming, a partir de 2007. Assim, ela passou a oferecer milhares de filmes on-demand (acessíveis a qualquer hora) para seus clientes por uma assinatura mensal, sendo necessário apenas conexão à internet para usufruir do conteúdo.

Para impulsionar a disrupção digital no Brasil, lançamos o Amcham Lab, comunidade de inovação aberta que tem conectado grandes empresas como P&G, Gerdau e Citi e startups brasileiras com capacidade de desenvolver projetos de transformação digital para companhias em busca de inovar em processos e desenvolvimento de produtos ou serviços no mercado brasileiro.

Gosta de disrupção? Então, se conecte ao Amcham Lab!

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