2016 será tão difícil quanto 2015, alerta professor da FECAP

publicado 09/12/2015 16h05, última modificação 09/12/2015 16h05
São Paulo – Empregos estarão em risco, diz Erivaldo Costa Vieira no comitê de Secretariado
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O próximo ano será tão difícil quanto 2015, com forte pressão sobre os empregos, alerta o economista Erivaldo Costa Vieira, coordenador do Núcleo de Conjuntura Econômica da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). Ele abordou as perspectivas econômicas para 2016 no comitê de Secretariado da Amcham – São Paulo, terça-feira (08/12).

Ele lembra que o PIB está em retração seguida desde o segundo trimestre de 2014, o que é visto por algumas instituições como depressão, e não mais recessão, porque “há um prolongamento de resultados negativos.”

“Recessão tem oscilações, com quedas e subidas. O banco Goldman Sachs, por exemplo, interpreta depressão como períodos sucessivos de redução do PIB”, explica. “Estamos no sexto período seguido de queda. Se continuar assim, vamos ter dez trimestres seguidos, por isso a depressão”, complementa.

Na economia real, os reflexos são a queda substancial do nível de renda da população e a alta nos níveis de desemprego, em todos os setores, da indústria, ao comércio e serviços.

Qualificação e oportunidade

No entanto, o difícil momento econômico pode representar oportunidades de investimentos, não apenas para as empresas, mas também para as pessoas físicas, ressalta Vieira.

Diante da pressão sob o emprego e a queda no poder de compra, ele indica reduzir ao máximo os gastos e buscar o equilíbrio financeiro. Trabalhar mais fazendo hora extra não é uma ideia muito possível, considera o professor, uma vez que as empresas estão em retração na atividade.

Uma saída, afirma, é investir na qualificação, já que o mercado de trabalho vai ficar cada vez mais disputado. “As empresas vão buscar qualificação, que indica produtividade. A pessoa terá de dar um retorno maior à companhia”, afirma.

Para o economista, ainda há “fumaça” e não é possível identificar quanto a economia começará a se recuperar. “A principal variável para esses resultados é a política, porque as saídas dependem de um poder político forte para tomar decisões como corte de gastos e criação de impostos”, pontua.

 

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