Relatório global detalha perigos éticos e de compliance no ambiente corporativo

publicado 17/01/2014 10h41, última modificação 17/01/2014 10h41
Campinas - 3211 profissionais de 45 empresas do Brasil responderam questões envolvendo temas e dilemas éticos
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Considerado um dos maiores entraves para o desenvolvimento sustentável dos países, a corrupção e seus efeitos no mundo corporativo ganha evidência no relatório bienal da ICTS Global.

Na proposta, 3211 profissionais de 45 empresas do Brasil responderam questões envolvendo temas e dilemas éticos. No quesito suborno, um terço dos profissionais se mostrou propenso a utilizar informações confidencias da organização para proveito próprio ou para terceiros. Além disso, 38% afirmam que aceitariam suborno para beneficiar um fornecedor.

Segundo o levantamento, metade dos colaboradores tendem a adotar atalhos antiéticos para atingir suas metas. Em contrapartida, 61% das mulheres e 60% dos operacionais afirmaram hesitar mais em denunciar atos antiéticos cometidos por colegas de trabalho.  

Enquanto a fraude prega o não comprimento das normas, omitindo a verdade para lesar terceiros, o Compliance  busca a  conformidade e realização dos regulamentos interno e externo. Com base nisso, 56% dos entrevistados disseram que somente denunciarão atos antiéticos cometidos por colegas de trabalho se forem incentivados pela organização. “Conhecer o nível de compliance ético individual ou organizacional se torna fundamental para mitigar fraudes corporativas”, completa Renato Santos, organizador da ICTS Global.

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