“Atitude, habilidade e conhecimento são competências fundamentais em um bom profissional”

publicado 08/04/2014 11h23, última modificação 08/04/2014 11h23
Recife- No atual cenário de escassez de mão de obra, empresas estão, cada vez mais, investindo na capacitação de seus funcionários em vários níveis, afirma Márcio Gomes , diretor de Gestão de Pessoas do Grupo Liserve

As Novas Competências Profissionais - Desenvolvimento de Pessoas e Educação” foi tema de destaque no Comitê de Gestão de Pessoas realizado na Amcham-Recife, em 19/3.  Convidado a abordar o assunto, Márcio Gomes, diretor de gestão de pessoas do Grupo Preserve Liserve e  do SAPIENS- Centro de Formação, Pesquisa e Consultoria, fez uma síntese dos impactos da globalização no mundo corporativo (confira aqui a apresentação completa ). Entre esses impactos, podemos citar: revolução tecnológica e do conhecimento e o desenvolvimento e (auto) desenvolvimento de pessoas.

Para o palestrante, atitude, habilidade e conhecimento são as três competências mais importantes de um profissional. “Um bom funcionário mobiliza as três dimensões das competências, além de dominar o modelo interdisciplinar e o trabalho em equipe. Ações e projetos têm características interdisciplinares, pois envolvem conhecimentos das diversas áreas dentro das organizações, que se complementam em busca do mesmo objetivo. Sem tal cumplicidade entre as áreas, os resultados esperados dificilmente serão alcançados”, comentou.

Há alguns passos fundamentais pelos quais um profissional deve seguir para conhecer e desenvolver as qualidades e competências necessárias para a nova ou antiga função. “Primeiramente, é preciso conhecer as competências exigidas pelo cargo. Segundo, desenvolver capacidade de autoconhecimento para identificar seus pontos fracos e fortes em relação às oportunidades e ameaças existentes dentro ou fora da empresa. Terceiro, montar um plano de desenvolvimento de competências focado no desenvolvimento dos pontos fracos e fortalecimento dos fortes, alinhados aos objetivos estratégicos da organização. Depois, executar e gerenciar as ações do plano. E, por fim, se necessário, replanejar”, contabilizou Gomes.

No atual cenário de escassez de mão de obra, desenvolvimento do mercado e o alto custo para contratar profissionais qualificados, as empresas estão, cada vez mais, investindo na capacitação de seus funcionários em vários níveis. “É necessário transformar as organizações em comunidade de aprendizagens, através da implantação de programas de educação corporativa em todos os níveis hierárquicos e não somente operacional, seja com treinamentos presenciais, à distância ou semipresencial, levando em consideração as três dimensões das competências - atitude, habilidade e conhecimento”.

Há vários indicadores de que a companhia precisa investir e focar em um novo treinamento. Substituição de pessoal, crescimento da empresa, mudanças de método e planejamento estratégico, utilização de novos equipamentos, produção de novos produtos e aumento de acidentes de trabalho são alguns exemplos disso. “Reação, aproveitamento, comportamento e resultados são as etapas pelas quais a avaliação do treinamento deve passar”, finalizou.

A seguir, a íntegra da apresentação de Márcio Gomes no Comitê de Gestão de Pessoas realizado na Amcham-Recife, em 19/3:

 

 

 

registrado em: