“Caixa preta” da tecnologia foi aberta e os profissionais de TI devem ser facilitadores, diz executivo

publicado 28/08/2019 11h23, última modificação 28/08/2019 17h49
São Paulo – Marcus Giorgi (EXEC) e o consultor Italo Flammia debatem tendências profissionais da área
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Marcus Giorgi (EXEC), Italo Flammia (consultor da IT Flammia) e Renata Marques (Whirlpool)

É difícil encontrar pessoas que não postem mensagens nas redes sociais, salvem arquivos na nuvem ou resolvam necessidades pelo celular. O headhunter Marcus Giorgi, sócio da EXEC, uma consultoria de recrutamento e desenvolvimento de executivos, explica que essas atividades corriqueiras evidenciam uma consciência digital maior do que antigamente e abriu a “caixa preta” da tecnologia a um público bem abrangente.

Isso redefiniu a atuação do profissional de Tecnologia da Informação (TI), que hoje tem que ser um facilitador organizacional, continua o especialista. “Tecnologia deixou de ser aquela caixa preta fechada, que só o pessoal da área entendia. Hoje, profissionais de várias áreas têm boa consciência digital e podem aportar conhecimentos para a TI”, explica, no webinar sobre carreira em Tecnologia que fizemos em São Paulo, em 21/8.

Essa “via de mão dupla” é o que facilita a comunicação, continua. “É uma área de mão dupla, porque a tecnologia acaba permeando a empresa como um todo. Os devices, a portabilidade e os aplicativos acabam fazendo com que os ‘mortais’ que não nasceram com o DNA de TI tenham mais acesso à informação e consigam chegar a um nível de discussão maior com uma área de tecnologia”, detalha.

Italo Flammia, consultor de tecnologia da IT Flammia, também participou do webinar. Citando a área de TI como “estratégica”, ele argumenta que a tecnologia dá oportunidade de criar novos modelos de negócio. “Ele não pode deixar de ser protagonista nesse momento, uma vez que toda essa revolução industrial (4.0) é baseada em tecnologia”, justifica.

O consultor destaca que a TI também terá papel de apoiar inovações. “Ela vai criar governança e deixar a área criar o próprio sistema.” Como exemplo, um ambiente de nuvem corporativa reservado especificamente para algum projeto.

Apesar do perfil facilitador, Flammia destaca que a segurança de dados é uma função que se mantém restrita à área. “É preciso ter cuidado com o que se delega de tecnologia. Mas questões voltadas à segurança da informação são inegociáveis. Para isso é preciso ter regras e um responsável”, observa.

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