“É importante ter funcionários que não ficam à espera de ordens”, afirma especialista

publicado 01/08/2015 13h54, última modificação 01/08/2015 13h54
Recife - A gerente de RH Norte/Nordeste da Mondelez International falou sobre a importância da construção de equipes executadoras
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Tornar os colaboradores proativos e capazes de ter uma visão cada vez mais integrada do trabalho. Esse é um dos desafios enfrentados por boa parte das corporações de hoje, cabendo às empresas apostar cada vez mais numa mudança da cultura organizacional e de um sistema de gestão de pessoas diferenciados, segundo a gerente de RH Norte/Nordeste da Mondelez International, Daniela Santos. Ela fez apresentação com o tema “Case Mondelez: construindo capabilities para a gestão de pessoas em sistemas integrados”, no comitê de gestão de pessoas da Amcham.

Ela traduz o termo em inglês “capability” como capacidade, e diz que ele é bem diferente de “competência”. Enquanto competência diz respeito a uma habilidade individual, capacidade seria uma habilidade coletiva, referente à possibilidade de ter uma noção do processo como um todo. “É interessante ter colaboradores que não fiquem à espera de ordens, mas também identifiquem por si só o que pode ser melhorado e deem sugestões a seus gestores.”

A gerente conta que a construção de capabilities não se restringe a uma mudança técnica, mas também de mentalidade dos funcionários. “Eles precisam estar a parte não só da produção interna em si, mas também da situação dos concorrentes. Não basta saber o que é o trabalho, mas por que se trabalha e pra quem se trabalha.”

Daniela conta que com as capabilities devidamente desenvolvidas, é mais fácil para os funcionários identificar o porquê deles fazerem o que fazem e, a partir disso, conseguir se motivar de maneira mais eficaz. “É um sistema complexo, por isso é um projeto de longo prazo a ser adotado. O programa conta com várias fases e cada fase dura cerca de dois a três anos.” 

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