“Se as marcas querem se humanizar, precisam começar a se comportar como humanos”, diz publicitária

publicado 04/08/2015 11h42, última modificação 04/08/2015 11h42
Recife - A doutoranda em publicidade Izabela Domingues discutiu os desafios da publicidade diante de um contexto de ativismo nas redes sociais
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A tradicional postura das marcas de fingir não vê as demandas dos consumidores tem ficado para trás de uma maneira cada vez mais intensa. Com o desenvolvimento da internet e das redes sociais, os consumidores ganharam poder. E agora eles exigem das marcas não só um produtos com qualidade, mas também cobram que elas tenham uma missão com valores em prol de uma causa humanística.

Se o consumidor está em constante mudança, a publicidade segue o mesmo caminho. Para discutir o novo perfil do consumidor ativista, a professora de publicidade Izabela Domingues, sócia-diretora da Consumix Comunicação, Consumo e Cultura, participou do Comitê Estratégico de Marketing da Amcham Recife, na manhã da última terça-feira (28).  “Se as marcas querem se humanizar, precisam começar a se comportar como humanos. Isto é, procurar interagir com os clientes, ter empatia, reconhecer erros e consertá-los. Nos tempos de hoje é isso que vai aproximar o cliente da empresa”, afirma a publicitária.

Em relação à interação, ela destaca que a manutenção de canais de comunicação que captem a atenção das pessoas é de suma importância diante de um contexto em que o tempo é curto e os estímulos muitos. “Se a marca quiser se fazer ser vista tem que achar meios de engajar os clientes a emitirem opinião, interagirem de alguma forma.”

Quanto à necessidade de defender causas sociais, ela destaca que as empresas devem se preocupar agora, mais do que nunca, com as propagandas que veiculam nos meios de comunicação, já que um possível revés nas redes sociais pode ter um significativo potencial destrutivo. “Alguns dizem que a publicidade anda mais careta hoje em dia. Eu acredito que na verdade ela está apenas mais antenada ao seu tempo. O combate aos preconceitos, a busca pela redução das desigualdades sociais são temas que ganham cada vez mais força na sociedade, e a publicidade não pode simplesmente ignorar isso”, acredita Izabela

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