80% dos executivos de RH afirmam sofrer com leilão de talentos entre empresas, aponta pesquisa da Amcham

por marcel_gugoni — publicado 03/04/2012 14h45, última modificação 03/04/2012 14h45
São Paulo - Maioria (99%) acredita que o cenário de disputa por profissionais qualificados deve piorar no Brasil nos próximos anos.

A busca e retenção de profissionais qualificados é hoje um dos principais temas que preocupam os profissionais de Recursos Humanos (RH) no País. Em pesquisa aplicada pela Amcham, 80% dos executivos da área consultados revelaram que suas empresas sofrem com disputa intensa de talentos, consideradas verdadeiros leilões. E as perspectivas para o futuro estão longe de apontar para um horizonte mais positivo. É praticamente unânime (99%) a percepção de que o cenário deve piorar nos próximos anos. 

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Chama a atenção o fato de que as empresas sofrem com o problema, mas, ao mesmo tempo, se veem impelidas a fazer parte da disputa. Uma fatia de 76% dos executivos revela que suas companhias vivem essa realidade, ao menos em parte. 

Na avaliação dos executivos de RH, alguns setores são impactados mais fortemente pelos leilões de profissionais qualificados. Construção civil (68%); tecnologia da informação & comunicação (50%); serviços (45%); energia (27%); e comércio e varejo (22%) lideram a lista.  

Ações para enfrentar o leilão 

A pesquisa da Amcham identificou ainda que a oferta de benefícios intangíveis vem se consolidando como a principal estratégia das empresas para enfrentar os leilões de talentos. Uma parcela de 69% informou focar suas ações em capacitação, plano de carreira e gestão do clima organizacional, mais que o dobro da parcela que prefere investir na concessão de atrativos financeiros, passando por salário, bônus, pacote de benefícios e recompensas (30%).

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Entre os benefícios intangíveis mais empregados, destacam-se: capacitação e treinamento de colaboradores (usados por 70%); gestão do clima organizacional (59%); desenvolvimento de plano de carreira para os colaboradores (42%); e adoção de flexibilização de condições de trabalho como horário e home office (39%). 

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Para a sondagem, a Amcham ouviu 74 executivos, gestores e diretores de Recursos Humanos de pequenas, médias e grandes empresas de diversos segmentos. A sondagem foi aplicada durante reunião do comitê de Gestão de Pessoas da Amcham-São Paulo do dia 29/02.

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