A transformação na crise: Lojas Renner e na Rappi Brasil apresentam os desafios e conquistas durante a pandemia

publicado 04/08/2020 14h24, última modificação 04/08/2020 14h24
Porto Alegre - Primeira edição do CEO at Home contou com a participação de Fabio Faccio e Sérgio Saraiva
“Hoje vendemos muito mais via canais digitais. O processo de nos tornarmos mais inovadores e digitais foi antecipado”, comentou o CEO da Renner.jpg

“Hoje vendemos muito mais via canais digitais. O processo de nos tornarmos mais inovadores e digitais foi antecipado”, comentou o CEO da Renner

Como as grande organizações estão lidando com a crise e fortalecendo suas companhias? Fabio Faccio, CEO das Lojas Renner, explicou que a pandemia trouxe momentos de reflexão para todos. “É preciso refletir para tomar atitudes, ainda mais com a força e pressa que a pandemia se apresentou. Somos quase 600 lojas de todas as bandeiras – há também no Grupo Renner S.A, a Camicado, Youcom, Ashua e uma fintech, nosso braço financeiro do Grupo”, comentou, durante sua participação em nossa primeira edição do CEO at Home, debate virtual com CEO’s de grandes organizações, realizada no dia 30/07.

De início, 100% das lojas físicas foram fechadas, antes mesmo do decreto por parte das autoridades. A discussão sobre novos protocolos de atuação para a adequação dos novos negócios que a pandemia exigiu ajudou nessa virada. “Recebemos sinais dos consumidores que, naquele momento, a compra de forma física dos nossos produtos não era prioridade”, ressaltou Fabio Faccio.

Com isso, o digital da empresa se fortaleceu, estabelecendo quatro pilares como essenciais nessa transformação: A preservação da saúde e segurança dos colaboradores e sociedade como um todo; a preservação do emprego e renda e da saúde financeira; oportunidades que surgiriam durante a crise; e o braço social mais atuante.

Apesar do impacto da crise, surgiram oportunidades. “Nossas vendas eram cerca de 90% proveniente de lojas físicas e agora somos muito mais digitais, vendendo muito bem”. A intenção da empresa sempre foi avançar no sentido da digitalização e isso de fato aconteceu, mas de forma acelerada. “Hoje vendemos muito mais via canais digitais. O processo de nos tornarmos mais inovadores e digitais foi antecipado”, comentou o CEO.

A Renner, segundo Faccio, teve ainda mais certeza durante a pandemia de que esse era um caminho a ser traçado. “Implementamos neste ano processos que estavam planejados para 2021, 2022”. Isso porque, se o cliente quer e precisa de alguma ferramenta ou uma nova forma de ser atendido, a empresa precisa se adequar para proporcionar isso a ele.

Outro ponto importante foi a integração dos canais. Quanto mais lojas físicas as Lojas Renner reabrem, mais vendas online acontecem, trazendo uma experiência de consumo completa. “Hoje somos uma empresa melhor do que éramos no início da crise”, finalizou Fabio. No quesito social, a Renner também atuou, com doações e outras iniciativas para quem mais precisava.

 

CRESCIMENTO NA RAPPI

A Rappi Brasil, comandada por Sérgio Saraiva, CEO há apenas oito meses, já era um negócio digital. E como o próprio Sérgio destacou, “varejo online são sete dias na semana e 24 horas por dia no ar”, ressaltando ser um “negócio nervoso”.

O planejamento para enfrentar a crise começou antes dela chegar ao Brasil. Enquanto a pandemia atingia a Ásia, foi pensada a contratação de um infectologista para ajudar nos planos . O foco era dar segurança a todos, sejam colaboradores ou os consumidores finais. “Fizemos nossa compra grande de máscaras quando ainda nos perguntavam o porquê daquilo”, lembrou. A antecipação foi assertiva. “Nossa demanda de serviço aumentou muito, cerca de 300% para compras em supermercados e farmácias”, afirmou Sérgio. 

A Rappi Brasil se mexeu para suavizar os efeitos da crise, com foco foi em ajudar também a sociedade. Um exemplo foram as taxas mais baixas para pequenos e médios negócios, que se mantêm até agora. A organização também fez doações de 50 mil refeições para profissionais de saúde em São Paulo, estímulos de doações de alimentos e EPI’s por parte dos usuários, assim como de testes para a Covid-19. “Crescemos na crise porque pensamos no sistema de gestão e nos nossos processos de comunicação”, disse Sérgio Saraiva. 

Assim que a pandemia passar, fica a lição de que melhorar a empresa é possível, por mais que ela seja já muito admirada, como é o caso da Renner e da Rappi Brasil. Ambos acreditam que as empresas vão atravessar esse ano ainda mais fortes e com bons resultados.

 

CEO AT HOME

A próxima edição do CEO at Home será no dia 26/08, e vai falar sobre os "novos hábitos de consumo" com Frank Pflaumer, CMO da Nestlé, Patricia Calfat, Head do Youtube Brasil e Luciana Rodrigues, CEO da Grey. Para se inscrever, clique aqui.