Aché e Bradesco refizeram processos para reduzir custos

publicado 06/05/2015 10h10, última modificação 06/05/2015 10h10
São Paulo –Engajar colaboradores e investir em novas tecnologias aumentou eficiência
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“Redução de custo só funciona se estiver associada a uma melhoria de eficiência ou produtividade, e isso vale tanto para a área de TI (Tecnologia da Informação) como todo o negócio.” Essa é a opinião de Pietro Delai, gerente de consultoria e pesquisa do IDC Brasil, sobre a melhor forma de cortar gastos em uma empresa.

O consultor foi um dos convidados do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Amcham – São Paulo, na quarta-feira (29/4), ao lado de Eduardo Kondo, CIO da Aché, e Walkiria Marquetti, diretora-executiva adjunta do Bradesco.

Para Delai, todas as ações de melhorias internas têm que estar atreladas a um objetivo operacional. “Uma área organizacional tem que trazer resultado para a empresa, e não apenas para si”, assinala. Em empresas como o laboratório Aché e o banco Bradesco, programas de eficiência estão relacionados a fatores como uso racional de recursos, engajamento de toda a organização e atualização tecnológica.

No laboratório Aché, o foco foi baixar os gastos operacionais através de ações como renegociação de contratos de fornecedores e economia no uso de recursos. “Começamos a atuar junto com outros departamentos, como Compras, para escolher os equipamentos de melhor relação custo- benefício”, disse Kondo.

Através de monitoramento remoto, a empresa estabeleceu regras para uso de dispositivos móveis. “Restringimos o uso das redes sociais nos aparelhos, mas também envolvemos toda a empresa para que ela usasse os equipamentos de forma responsável, aproveitando o momento de escassez de recursos energéticos”, conta o executivo.

No Bradesco, uma das ações para aumentar a eficiência da TI inclui uma programação de desligamento automático das máquinas depois do expediente. “O Bradesco tem 99 mil funcionários. Imagine o tamanho da conta de luz se todos deixassem os computadores ligados a noite inteira”, argumenta Walkiria Marquetti.

Outras soluções também foram adotadas, como gestão de fornecedores, práticas de sustentabilidade (reuniões por meio de videoconferência em vez de viagens) e treinamento de pessoal. A executiva também defende que o foco na eficiência operacional já envolve a redução de custos. “Não se trata de quanto será economizado, mas do quanto ganhamos em eficiência operacional.”

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