Além do comando e controle, seja o novo líder coach da sua organização

publicado 28/03/2019 13h35, última modificação 29/03/2019 14h12
São Paulo – Comitê de Gestão de Pessoas discutiu o papel dos dirigentes modernos nas organizações
Parceiro-associado-e-diretor-representante-da-Gallup-Brasil,-Brian-Heap,-à-direita,-e-a-diretora-de-talentos-e-organização-da-Accenture,-Patrícia-Feliciano,-à-esquerda.jpg

Parceiro associado e diretor representante da Gallup Brasil, Brian Heap, à direita, e a diretora de talentos e organização da Accenture, Patrícia Feliciano, à esquerda

A ideia de comando e controle não cabe mais no mundo corporativo atual. Segundo o parceiro associado e sócio da Gallup, Brian Heap, os líderes devem ter conversas contínuas e trabalhar em parceria dos colaboradores, assumindo função de coach.

“Uma postura de coach atrai a confiança da equipe, e com confiança há inovação e criação”, indicou o executivo durante o nosso Comitê de Gestão de Pessoas, na última terça-feira (26). Desta forma, a inspiração para o desenvolvimento deve vir dos gestores: “Se você não der um propósito para o seu funcionário, não conseguirá mantê-lo.”

Além de Heap, o comitê contou com a presença da diretora de talentos e organização da Accenture, Patrícia Feliciano. Ambos comentaram sobre os desafios dos líderes corporativos diante do cenário de mudanças tecnológicas e humanas. “A transformação já está presente e traz vantagens competitivas para as corporações”, avaliou Patrícia.

Postura empoderadora

Para Patrícia, uma das ações necessárias para um líder assumir a postura de coach é o empoderamento que ele promove para a equipe. Esta pessoa, na visão dela, é responsável por abrir espaço para diferentes ideias e sugestões, fazendo com que o funcionário sinta-se parte crucial dos projetos.

A executiva explica que este gestor precisa ser compreensivo e, acima de tudo saber dialogar, ensinar e entender características pessoais dos colaboradores. “Ele assume responsabilidades e sabe se adaptar, mas, além de tudo, ele se comporta de forma humana”, mencionou.

Desta forma, ela avalia que os funcionários também passam a ter novas expectativas em relação aos dirigentes. “Eles esperam que esta pessoa seja muito transparente, que tenha um diálogo frequente, que valorize e crie um senso de coletividade”, finaliza.

Novas cabeças

Heap explica que as novas gerações estão entrando no mercado e trabalharão juntamente com as antigas. Para ele, os colaboradores mais jovens serão o motivo da desconstrução do que ele chama de feudos dentro das equipes.  “Os jovens não estão limitados a apenas uma área ou um conhecimento, eles estão conectados; já nasceram com isso”, frisou o executivo.

Na visão de Patrícia, esses funcionários de gerações mais novas vêm para desafiar e fazer os líderes refletirem. “Os dirigentes devem estar preparados para lidar com essas pessoas e, ao mesmo tempo, o ambiente corporativo precisam sustenta-las na organização”, finalizou.