Algar compartilha práticas para relacionamento com colaboradores

por lays_shiromaru — publicado 14/05/2014 13h54, última modificação 14/05/2014 13h54
São Paulo – VP de Talentos Humanos da empresa fala sobre as melhores estratégias para gerenciar crises internas
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O gerenciamento de crises internas é um desafio para muitas empresas, mas o vice-presidente de Talentos Humanos da Algar, Cícero Penha, conta que não há nenhum segredo. No último encontro do comitê estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham, em 08/05, ele explicou que a chave para o sucesso do relacionamento com os funcionários é o diálogo. “Além de estabelecer um código de boa conduta, é preciso conversar, ser transparente e mostrar que estamos trabalhando juntos”, aconselha.

Alexandre Caldini, CEO do Valor Econômico e também palestrante no comitê da Amcham, diz que “é fundamental para os times de RH prezar a transparência e o diálogo dentro das empresas”. “Precisamos compreender que há novos valores, normas e demandas, e devemos nos empenhar na reconstrução da confiança mútua”, recomenda.

De acordo com Penha, outra ação que vem sendo desenvolvida continuamente na Algar e que tem apresentado resultados positivos é a formação de lideranças. “Estamos investindo bastante em treinamentos e educação corporativa. Os líderes são as melhores pessoas para orientar seus times”, conta.

A Algar também vem utilizando as redes sociais para reverter crises e melhorar o relacionamento com os colaboradores. Penha conta que a empresa conseguiu antever uma greve, que estava sendo organizada por meio de uma página no Facebook. “Conversamos com os funcionários que estavam envolvidos no movimento, entendemos qual era o motivo do protesto e, com diálogo, chegamos num acordo, impedindo a greve”, diz.

Em outro caso, ele conta que um colaborador publicou em redes sociais um vídeo em que cantava uma música sobre seu descontentamento no trabalho. Além de resolver o caso individualmente com conversas e orientações, a Algar aproveitou a situação e o convidou para compor músicas que passasse mensagens-chave da empresa. “Fizemos do problema uma oportunidade”, afirma.

RH e os movimentos sociais

Com a chegada dos grandes eventos de 2014 – Copa e eleições –, as manifestações sociais são esperadas por muitos. “O poder está mudando de mãos. As pessoas estão exigindo cada vez mais acesso à educação e à saúde, mais progresso e transparência do governo”, diz Caldini. De acordo com ele, o sentimento de descontentamento da população deve refletir também nas relações de trabalho, trazendo mais exigências dos colaboradores. “Haverá mais demandas salariais e de benefícios, além de pressa no desenvolvimento”, opina.

Para evitar conflitos, Caldini aconselha que os times de RH estudem as eventuais demandas sem prejulgá-las, entendendo a situação para negociar, por meio de diálogos, um acordo com os funcionários. “Participação é a palavra-chave”, conta.

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