Amcham-Brasília discute impacto econômico de megaeventos esportivos no Brasil

publicado 10/02/2014 16h17, última modificação 10/02/2014 16h17
Brasília - Copa do Mundo e Jogos Olímpicos podem gerar movimentação econômica acima de R$ 250 bilhões
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Estudos revelam que o impacto de megaeventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, ou ainda Expo Mundial (Expo), pode impulsionar e acelerar o desenvolvimento urbano da cidade-sede em até 10 anos. No Brasil, considerando apenas a movimentação econômica relativa à realização dos eventos esportivos, estima-se que haverá uma movimentação econômica acima de R$ 250 bilhões, sendo somente a Copa responsável por R$ 142 bilhões. “Dentro de um período de tempo relativamente curto, a economia local presencia um fluxo significativo de investimentos e consumo, com impactos expressivos na economia e na sociedade”, afirmou Marcos Nicolas, diretor executivo de  Mercados Estratégicos  da Ernst&Young, durante apresentação no Comitê de Gestão Empresarial , realizado na Amcham-Brasília, em 29/01 (confira a apresentação completa aqui).

Em sua exposição, o executivo pontuou os ciclos de investimentos, os principais desafios a serem vencidos, e como empresas ligadas a esses setores podem aproveitar oportunidades relacionadas a realização dos megaeventos.

De acordo com a pesquisa Brasil Sustentável - Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, produzida pela EY e FGV, a Copa no Brasil conta com potencial de 3,63 milhões de novos empregos por ano, entre 2010-2014, gerando cerca de R$ 63 bilhões de renda adicional à população.

No Produto Interno Bruto (PIB), a cifra pode chegar a R$ 64,5 bilhões no mesmo período, representando 2,17% do indicador em 2010.  Segundos Marcos, a expectativa é que a participação do Esporte no PIB brasileiro alcance 2% em 2016, ante 1,6% em 2012. “Percentual ainda baixo, se comparado com países como Estados Unidos (3%) e Nova Zelândia (2,8). Em contrapartida, esses eventos podem tirar o país de uma estagnação de cinco anos no fluxo de turistas estrangeiros, beneficiando diretamente setores da economia, como construção civil, transporte e serviços de hotelaria e alimentação”.

Ainda de acordo com palestrante, tanto a Copa quanto as Olimpíadas deixarão para o país várias legados: esportivo, ambiental, institucional, urbano, envolvendo atores de todos os setores da economia.

Palcos da competição mundial, seis dos 12 estádios estão concluídos: Castelão (Fortaleza), Maracanã (Rio de Janeiro), Fonte Nova (Salvador), Arena Pernambuco (Recife), Mineirão (Belo Horizonte) e Mané Guarrincha (Brasília).

Em Brasília, o apito inicial foi dado, em 15 de junho, no Estádio Mané Guarrincha- que sediou a abertura dos jogos da Copa das Confederações da FIFA 2013. Na Copa do Mundo de 2014, o estádio irá receber a Seleção Brasileira no jogo decisivo da fase de grupos da Copa, em 23 de junho.


Jogos Olímpicos Rio 2016

US$ 14,4 bi
centralizado no Rio de Janeiro, os Jogos Olímpicos de 2016 têm gastos estimados em  US$ 14,4 bilhões

US$ 1,00
a cada dólar investido, US$ 3,26 adicionais serão movimentados na economia até 2027


A seguir, a íntegra da apresentação de Marcos Nicolas no Comitê de Gestão Empresarial na Amcham-Brasília, em 29/01:

 

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