Análise personalizada do trabalho é a chave para reter talentos dentro da empresa

por simei_morais — publicado 11/04/2013 12h21, última modificação 11/04/2013 12h21
São Paulo – Ouvir funcionários e permitir sua autonomia é a solução apontada por consultor
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O segredo para reter talentos é verificar as necessidades de cada funcionário. Por mais que possa parecer uma tarefa simples, muitas empresas ainda utilizam métodos que não refletem a realidade atual. A alternativa mais eficaz é permitir a autonomia de cada um, para que seja possível permitir que todas as habilidades individuais sejam desenvolvidas. É o que acredita o consultor Elton Moraes, da HayGroup, que esteve nesta quarta-feira (10/04) no Comitê Estratégico de Diretores e Vice-Presidentes Jurídicos organizado pela Amcham.

De acordo com ele, muitos gestores que estão responsáveis pela avaliação dos seus funcionários estão presos a modelos que funcionaram no passado, mas que hoje em dia têm pouco efeito prático.  Hoje, as empresas enfrentam um grande conflito de gerações, com expectativas diferentes tanto na relação do gestor com o seu subordinado como entre os próprios profissionais. “Muitas pessoas entram na organização e ainda querem estabilidade, enquanto outros querem pular de carreira de dois em dois dias, se for possível”, diz Moraes.

Ouvir o funcionário 

Para entender melhor as novas relações de avaliação do desempenho profissional, Elton Moraes apresentou aos diretores jurídicos o conceito de “rentabilidade sustentável”. “Quando eu estou falando de rentabilidade sustentável, estou falando de pessoas, não só no produto que eu vendo ou na máquina que eu compro”, enfatiza o consultor.

Para alcançar esse modelo, ele aponta algumas estratégias: o compartilhamento da autonomia dos funcionários, um feedback diário do desempenho e um diálogo constante. “Se você tirar 10, 20 minutos do seu dia técnico de trabalho para dar atenção a situações de crescimento profissional e pessoal do indivíduo, você ganha ao longo do tempo”.

Ele explicou que muitos gestores de área acabam ficando “congelados” no seu cargo e deixam de ouvir com clareza os anseios do trabalhador para que seja possível melhorar o desenvolvimento profissional dele. “Pessoas passam por um autoconhecimento. Se autoconhecer às vezes implica sair da zona de acomodação”.

Imagem corporativa

Dessa forma, em vez de aumentos salariais para toda uma equipe, torna-se válido reconhecer o profissional que trabalhou de forma mais satisfatória com bônus individuais e possíveis promoções. O mesmo se aplica a estagiários e trainees, que podem ser avaliados de forma personalizada para serem aproveitados de acordo com as habilidades que possuem. 

Contudo, muitos profissionais que passaram por esse programa de recrutamento não permanecem dentro da empresa. Nesse caso, permitir que ele tenha um bom desempenho e goste do ambiente de trabalho durante a sua passagem é importante, pois ele irá falar bem da empresa no mercado, o que pode trazer um ganho à imagem corporativa. “Programas de atração de talentos precisam ter em vista como a organização quer ser vista no futuro e como que ela está trabalhando hoje”. Para Elton, é a partir do respeito e da solidificação que a empresa adquire no mercado por meio de sua imagem corporativa que será mais fácil atrair os talentos e valorizar a qualidade de trabalho.

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