Ao lado da inteligência lógica e emocional, a criativa ganha relevância para as empresas

publicado 09/08/2016 15h14, última modificação 09/08/2016 15h14
São Paulo – Quociente Espiritual (QS, em inglês) é a capacidade do cérebro ligada não à religiosidade, mas à criatividade
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O quociente espiritual, que mede o pensamento ligado à criatividade, será uma competência bastante valorizada pelas empresas para desenvolver inovação nos negócios, de acordo com Gil Giardelli, consultor e professor de pós-graduação e MBA da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e FIA (Fundação Instituto de Administração). “Os pesquisadores encontraram uma área do cérebro que é responsável pela inteligência da inovação. É o quociente espiritual (QS, na sigla em inglês), que não tem nada a ver com religião, mas com a criatividade”, detalha Giardelli, no comitê estratégico de CEOs & Chairpersons da Amcham – São Paulo na terça-feira (8/8).

Nas empresas, o pensamento racional e lógico, medido pelo quociente intelectual (QI), continua predominante. Outro tipo de inteligência, o quociente emocional (QE), foi enunciado na década de 1990. Mas a criatividade tem sido cada vez mais importante, destaca Giardelli. De acordo com estatísticas apresentadas por ele, líderes inovadores e digitais dão um retorno 26% superior para as empresas. Além disso, as inovações são responsáveis por 30% do faturamento bruto das empresas, ante 4% na década de 2000.

A definição de quociente espiritual surgiu em 2013, quando pesquisadores do MIT, Harvard e outras universidades americanas identificaram uma área do cérebro que batizaram de ‘Ponto de Deus’. Nessa região são processadas as experiências espirituais das pessoas, fazendo-as buscarem significados e valores existenciais.

Diferentemente do QI e QE, ter alto QS significa que uma pessoa é capaz de pensar criativamente motivado pela solução de questionamentos de sentido e valor. Ou seja, quanto maior o senso de propósito de uma pessoa, maior o seu QS e sua capacidade de ter insights criativos.

Outra evidência trazida por Giardelli é uma lista feita em 2015 sobre as competências profissionais que serão necessárias daqui a cinco anos. Para o especialista, a empatia com outras pessoas e a flexibilidade cognitiva merece destaque. “Na verdade, essas competências são necessárias para hoje. Mas em relação ao último ponto, é preciso atentar que praticamente tudo o que as pessoas aprenderam até hoje será colocado em xeque. Cabe aos líderes das organizações fazer a transição do velho para o novo mundo.”

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