As cinco tendências de gestão de pessoas em 2021

publicado 29/10/2020 19h01, última modificação 29/10/2020 19h01
Brasil - Necessidade de fortalecer a cultura, foco no social e novos comportamentos de liderança são algumas mudanças definitivas nas rotinas de trabalho
Liderança do futuro deverá ser empática e se comunicar de maneira transparente

"_Os líderes precisam ter mais empatia, ser mais humanos e se comunicar de forma transparente, aberta e constante com todos os funcionários" afirma a CEO da GE Brasil

Empresas do mundo todo foram impactadas pela pandemia do novo coronavírus e muitas precisaram se reinventar para sobreviver, tomando medidas para proteger seus colaboradores e moldando novas estratégias para manter o fluxo de caixa. Nos próximos meses, a tendência é que a crise sanitária continue a interromper e transformar as rotinas de trabalho. 

Em meio a tantas mudanças, o protagonismo da Gestão de Pessoas deu as caras no mercado. Mas, como será o futuro do trabalho após a pandemia? Este foi o tema do primeiro encontro do nosso Fórum de Gestão de pessoas, realizado nos dias 27/10 e 28/10. Confira os principais insights:

 

CULTURA COMO PRINCIPAL PILAR  

A cultura é o principal pilar para enfrentar os efeitos causados pela crise no futuro – a Amazon e o Grupo Fleury são provas vivas que essa tendência veio para ficar. Enquanto para a gigante de tecnologia os aspectos culturais ajudam a consolidar o cliente no centro, na companhia de saúde, eles garantem o alinhamento entre propósito e atuação efetiva.  

“Hoje, muitas vezes, a maioria dos nossos pensamentos é tido sozinho e a cultura é aquilo que fazemos quando ninguém está vendo. Quanto mais fortalecermos a conectividade de ideias, mais teremos um time que trabalhará em prol do propósito do negócio de maneira muito alinhada. No Grupo Fleury, foi a cultura que garantiu esse alinhamento”, conta o CEO da organização, Carlos Marinelli.  

 

NOVOS COMPORTAMENTOS DE LIDERANÇA

Na GE Brasil, uma das ações para mitigar os impactos da pandemia foi inserir novos comportamentos de liderança. “Os líderes precisam ter mais empatia, ser mais humanos e se comunicar de forma transparente, aberta e constante com todos os funcionários. É necessário dar apoio ao novo ambiente de trabalho, ajudando no bem-estar e na segurança de cada colaborador”, afirma a CEO da companhia, Viveka Kaitila.   

 

FOCO NO CLIENTE E NO SOCIAL 

Um estudo publicado pelo Kantar avaliou o sentimento dos consumidores ao redor do mundo em relação à pandemia e concluiu que 77% deles esperam que as marcas sejam úteis neste momento. Ou seja, isso significa que a maioria das pessoas acredita que o setor privado tem o dever de ajudar a sociedade no enfrentamento da crise e que muitas organizações precisam repensar seu papel.  

“Esse momento veio para ficar durante algum tempo, mas não podemos deixar isso passar sem ter uma presença forte na sociedade”, diz Cleber Morais, Country Director da Amazon Web Services. A solidariedade é um valor que está ficando cada vez mais claro nessa crise e, de acordo com ele, as empresas precisam aproveitar esse momento para posicionar sua marca de maneira empática e responsável, focando no cliente e na comunidade em geral.   

 

COLABORAÇÃO E ADAPTABILIDADE 

Em meio às diversas questões desafiadoras que despertam dúvidas sobre o futuro, a capacidade de adaptação parece ter surgido de forma positiva. “O ser humano é muito adaptável e nós percebemos como conseguimos nos adaptar rápido aquilo que não conseguíamos antes. Resiliência e colaboração foram os grandes aprendizados deste ano e são legados que ficarão para os que seguem”, avalia Kaitila. E a liderança faz toda a diferença, tanto na na adaptabilidade quando na hora de estruturar times colaborativos.  

 

APETITE POR INOVAÇÃO 

As respostas do passado nem sempre vão servir para esse momento novo, diz o CEO do Grupo Fleury. “Morrer é ficar parado. Se em um momento de crise você reduz esforços ou não faz nada, você está morto também. Estresse e equilíbrio é uma dinâmica que nos levará para outro patamar e faz com que tenhamos novas possibilidades”, afirma Carlos Marinelli, reforçando a importância de focar também na melhoria contínua do negócio.  

 

O QUE SÃO OS FÓRUNS? 

São grandes encontros com conteúdo corporativo, focados na evolução e transformação das lideranças. Por ano, são quase de dois mil eventos realizados com 90 mil executivos participantes. Diante da atual situação com a COVID-19 no Brasil, transformamos os encontros presenciais em atividades digitais. 

PARA QUEM SÃO E COMO FUNCIONAM? 

Lideranças empresariais, autoridades, especialistas e imprensa. Todos interessados em acessar uma curadoria de tendências, perspectivas e análises mercadológicas. Para participar, confira o calendário da Amcham e se inscreva nas atividades.