Business Round Up: Febraban prevê expansão moderada do crédito em 2013

por marcel_gugoni — publicado 10/10/2012 15h55, última modificação 10/10/2012 15h55
São Paulo – Economista-chefe da instituição diz que oferta aumentou fortemente nos últimos dez anos, depois a trajetória se desacelerou e agora haverá crescimento de maneira ‘não explosiva’.
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A oferta de crédito seguirá crescendo em 2013, mas “não de maneira explosiva”, prevê Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

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“O crédito aumentou absurdamente nos últimos dez anos. Era de 20% PIB e hoje, de 50%. A partir daí, essa trajetória se desacelerou e agora cresce na faixa entre 14% e 15% em função da própria melhora da economia, da redução da inadimplência e da estabilização do comprometimento de renda. Porém, não aumentará de maneira explosiva porque já atingiu um patamar razoável”, disse ele na Business Round Up realizada pela Amcham-São Paulo nesta terça-feira (09/10).

Outro ponto abordado por Sardenberg foi o contexto de juros reais mais baixos e inflação relativamente alta comparativamente a outros países. “Esse ambiente [de juros mais baixos] cria oportunidades para as empresas de acesso ao mercado capitais para emissão de dívida, ou seja, assumir outros riscos para ter rentabilidade maior e captar recursos de prazo relativamente mais longo. O mercado ativo de debêntures se tornará ainda mais ativo nos próximos anos”, afirma. 

Do ponto de vista dos bancos, o cenário de juros baixos também traz um grande desafio de manutenção da rentabilidade, com remoção de uma série de custos. “Os compulsórios do Brasil são os maiores do mundo. Somos um dos únicos países que tributam operações financeiras, e problemas de regulação fazem com que os gastos com perda de crédito sejam superiores aos internacionais. Há necessidade de reformas, um ambiente regulatório mais saudável e mais em linha com o que acontece em outros países.”, elenca o economista.

Investimentos

Com relação a investimentos, que hoje representam 20% do PIB e precisam chegar a pelo menos 23%, Sardenberg manifesta certa preocupação, diante da ampla necessidade de aportes que o País tem pela frente, em áreas fundamentais para enfrentar deficiências sobretudo de infraestrutura.

“Por mais que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faça um trabalho competente, não há recursos públicos suficientes”, diz. “O Brasil terá de atrair capital privado, mas para isso precisamos oferecer um ambiente regulatório estável, seguro e com rentabilidade.”

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