Business Round Up: Indústria brasileira de máquinas perde espaço no mercado e cobra condições para avançar em competitividade

por marcel_gugoni — publicado 10/10/2012 16h01, última modificação 10/10/2012 16h01
São Paulo – Segundo diretor da Abimaq, hoje, apenas 40% dos equipamentos vendidos no País são nacionais.
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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos vem perdendo espaço no mercado nacional nos últimos anos e cobra condições para que se torne competitiva.

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“Em 2007 e 2008, do total de máquinas vendidas no Brasil, 65% eram brasileiras e 35% importadas. Hoje, 60% são importadas e só 40% nacionais – sendo que, dentro desses 40%, os componentes importados têm grande peso”, apontou Márcio Ribaldo, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na Business Round Up da Amcham-São Paulo nesta terça-feira (09/10).

Para ele, o Brasil tem o grande desafio de se reindustrializar e aumentar a competitividade da porta para fora das empresas.

“Se pegássemos uma fábrica nos EUA ou na Alemanha, com os mesmos equipamentos e profissionais, e a colocássemos no Brasil, um produto que nesses dois países seria vendido por US$ 100 aqui seria por US$ 143. Portanto, nosso custo é 43% mais caro, e nem estamos falando de China e índia!”, exemplifica.

Esforços para desatar amarras

Ele reconhece esforços que vêm sendo feitos recentemente pelo governo para incentivar o investimento, enquanto antes os estímulos se concentravam no consumo e resultaram muitas vezes em elevação das importações para suprir o aumento da demanda.

“Quando o governo reduziu o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] da linha branca houve um boom de vendas, mas a parte produzida no Brasil continuou menor, porque grande parte da demanda foi atendida com importação”, afirma. “Agora, as amarras que estão sendo mexidas são juros, câmbio e tributação.”

As projeções do seguimento de máquinas e equipamentos deverá seguir os índices oficiais da taxa de investimento brasileira, a formação bruta do capital fixo. “Para o ano de 2012, nossa expectativa é de estabilidade em relação ao ano anterior. Quanto a 2013, estamos projetando um crescimento variando de 6 a 8%.”

Ribaldo também cobra regras para a entrada de capital estrangeiro no País e a transferência de atividades de pesquisa e desenvolvimento para o território nacional como formas de combater o que entende como desnacionalização. 

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