Case Mastertech: 3 passos práticos para dar voz às minorias na sua empresa

publicado 16/07/2021 16h09, última modificação 16/07/2021 16h13
Descubra como construir um futuro de diversidade e inclusão
Case Mastertech_diversidade e inclusão.jpg

#2_Case Mastertech: a falta de diversidade faz sua empresa perder dinheiro, com Camila Achutti e Beatriz Avila

Camila Achutti, fundadora e CEO da Mastertech, é programadora e referência mundial na luta por mais mulheres na tecnologia. Os detalhes, alegrias e ciladas dessa história você confere no episódio principal dessa semana do ‘Um Case pra Chamar de Seu’, o podcast dos bastidores empresariais.

Conversamos sobre diversidade e inclusão nas empresas, empoderamento das minorias e a importância do mundo corporativo abrir espaço para todas as pessoas. Para isso, convidamos Camila Achutti, CEO da Mastertech e Beatriz Avila, nossa Coordenadora Inbound Marketing, no papel de especialista do episódio. O papo foi riquíssimo e está disponível em todas as plataformas digitais. 

Ouça o episódio principal aqui:

O CASE MASTERTECH

Camila Achutti é formada em Ciências da Computação e trabalhou como estagiária no Google, na Califórnia, EUA. Em 2015, voltou para o Brasil porque sentia que poderia causar maior impacto na vida dos brasileiros ao ensinar tecnologia e inovação em lugares distantes do país para minorias.

Ainda em 2015, no CUBO, Camila Achutti fundou a Mastertech. Com o propósito de capacitar pessoas, a startup nasceu para mostrar o poder da transformação digital e do empreendedorismo feminino. 

Entre 2017 e 2018, a Mastertech começou a dedicar-se ao movimento de educação corporativa. Hoje, além de atender pessoas, a startup também atende e capacita grandes e importantes corporações de todo o país.

Em 2018, a Mastertech entrou para o ranking da 100 Open Startups, como um dos modelos de negócio mais atraentes do mercado brasileiro - com destaque para a categoria “Grand Challenge Education”.

A Mastertech é uma escola de tecnologia e negócios digitais. Focada em aprendizagem, a startup oferece cursos como programação para não programadores, pensamento computacional, entre outros.

“O case da Mastertech, como um todo, é um case de humildade, vulnerabilidade e diversidade. De reconhecer o seu espaço e tentar se financiar do seu jeito”, declara Camila Achutti.

Confira agora os 3 passos práticos que ajudarão você a dar voz às minorias dentro da sua empresa e ter um case pra chamar de seu.

 

1- COLETE OS NÚMEROS

“Às vezes, algumas empresas se proclamam super diversas, mas com base em quê?”, questiona Camila Achutti

A primeira dica prática da CEO da Mastertech é: colete e reúna números que mostrem como está a diversidade e a inclusão dentro da sua organização.

Faça pesquisas quantitativas para saber qual a porcentagem de mulheres, de pessoas com deficiência, LGBTQIA+, negras, e de outros grupos. Também é importante realizar pesquisas qualitativas para entender qual é a percepção dos colaboradores sobre diversidade, como está o entendimento dessas pessoas sobre a temática.

Portanto, como afirma Camila Achutti, para começar o processo de diversidade e inclusão nas empresas é fundamental conhecer os números que mostram como está a distribuição das minorias dentro da organização. 

“Os dados não contam histórias, eles não são suficientes, mas é preciso conhecê-los para saber por onde começar”, conclui Camila.

 

Saiba mais sobre: como promover a diversidade e a inclusão nas empresas

 

2- TRATE A DIVERSIDADE COM NATURALIDADE

Aborde o tema com naturalidade. Crie canais de comunicação aberta, onde as pessoas tenham a liberdade de falar e se expressar, e abra espaços para discutir o assunto com transparência e leveza, oferecendo a devida ênfase e importância ao tema.

Não encare o processo de tornar a sua empresa mais diversa e inclusiva com medo, porque será mais difícil.

Se você ou alguém da sua equipe responsável por essa jornada de transformação organizacional não estiver se sentido preparado, assuma ou incentive-o a assumir e expor qualquer tipo de dificuldade ou desconforto.

Por esse motivo, é tão importante criar canais de comunicação aberta.

Camila Achutti compartilhou um relato pessoal sobre uma das primeiras vezes em que trabalhou com uma pessoa com deficiência. Ela recorda que precisava ensinar programação para uma mulher que tinha uma deficiência visual.

Ao perguntar à aluna como ela poderia ajudá-la a aprender, ela respondeu que não tinha uma resposta pronta e que Camila deveria assumir que também não sabia e, assim, as duas poderiam aprender juntas. 

Em diversidade, nós temos que assumir que não sabemos tudo, e não é assumir terceirizando desconforto, é não pasteurizar essa discussão, tratar com o coração e deixar o canal aberto para que as pessoas falem com você”, declara Camila Achutti.

Para isso, as empresas devem se preocupar em desenvolver culturas fortes e criar comunidades engajadas com a temática de diversidade e inclusão. Tais estratégias  são, além de tendências de gestão de pessoas para o futuro, peças essenciais para que as empresas gerem impacto positivo ao dar poder às minorias.

“É comum a temática diversidade ser tratada como um glamourzinho, mas eu vejo poucas empresas tratando a diversidade como uma estratégia”, opina Beatriz Avila.

 

3- SEJA INTENCIONAL 

Não adianta apenas falar que a empresa trabalha com diversidade e inclusão, e, na prática, isso não ser verdade. É fundamental que você seja intencional e verdadeiro ao cumprir com aquilo que você diz. 

“O que você vai fazer de tangível? Pagar um treinamento com alguém, contratar consultoria, oferecer bolsas, dar mentoria? Ou você vai simplesmente fazer uma campanha bonita na TV, só para falar que você está fazendo algo?”, provoca Camila Achutti.

Camila finaliza dizendo que tudo bem se algo der errado e que esse erro deve ser tratado com maturidade. Então, coloque em prática aquilo que você diz, não deixe apenas em palavras.

Se por acaso alguma coisa der errado, enxergue os erros como um resultado positivo, tire insights e descubra novas estratégias e abordagens a partir das falhas. Erre rápido e aprenda rápido! 

“Se algo der errado, ótimo! Pelo menos, você descobriu uma coisa que não funciona na sua cultura”, conclui a CEO da Mastertech. 

Para Beatriz Avila, diversidade e inclusão andam juntas, e cada vez mais é importante ter calma para explorar e aprender sobre o assunto.  “Não adianta ter um milhão de pessoas diversas se apenas uma ou duas têm poder. É preciso sair dessa posição de querer resolver tudo rápido e buscar conhecimento”, declara Beatriz Ávila.

 

Baixe aqui a cartilha: Employee Experience: a estratégia de pessoas e para pessoas

 

DICAS DA ESPECIALISTA

Beatriz Avila, nossa Coordenadora de Inbound Marketing, participou como a especialista do case Mastertech. No episódio bônus, ela compartilhou com vulnerabilidade e transparência, alguns aprendizados e experiências da sua vida como mulher e profissional.

“Eu já vivi um extremo de estar em um ambiente em que eu me sentia pouco confortável, então eu vestia uma carapuça que não era minha. Eu me via o tempo todo questionada e diminuída, logo a minha reação era tentar ser aquilo que as pessoas eram e que eu não concordava”, conta Beatriz.

A nossa especialista, também compartilhou alguns conselhos importantes para encorajar você a ser a sua melhor versão, com coragem, gentileza e autoconhecimento:

  • Seja gentil com você mesmo, ainda que nas pequenas coisas

  • Pare de duvidar de si o tempo todo

  • Crie o hábito de se parabenizar

  • Não vista a carapuça dos outros

Confira mais dicas, detalhes e histórias no episódio bônus do ‘Um Case pra Chamar de Seu’. Aquele episódio rápido e prático pra quem tem pouco tempo e muita sede de bom conteúdo:

 

OUÇA AGORA O EPISÓDIO BÔNUS