Cientista político vê concessões e reformas como prioridades para o Brasil voltar a crescer

publicado 09/11/2015 14h08, última modificação 09/11/2015 14h08
São Paulo - Rafael Cortez também apontou os pontos em que o governo federal acertou e errou desde o início do segundo mandato de Dilma Rousseff
rafael-cortez-6071.html

O analista sênior da Tendências Consultoria Integrada Rafael Cortez acredita que o governo Dilma Rousseff apresentou falhas que comprometeram o crescimento do Brasil nos últimos anos. O cientista político participou do “Comitê de Finanças - Perspectivas econômicas e políticas e seus impactos para a área de finanças", no dia 6/11, na sede da Amcham Brasil, em São Paulo.

Cortez apontou possíveis soluções para o país sair da crise e retomar o rumo da prosperidade econômica. “O primeiro ponto tem a ver com a questão das concessões público-privadas: definir um marco regulatório para atrair investidores e aumentar a produtividade. O segundo ponto são as reformas estruturais: a tributária e a trabalhista. E, eventualmente, um programa mais forte de educação para aumentar a qualidade do capital humano da economia brasileira”, pontuou.

Apesar do tom crítico, ele acredita que o governo federal tem tomado algumas medidas que foram corretas durante o segundo mandato da presidenta. “Reestabelecer as condições macroeconômicas para o crescimento , em particular na questão fiscal. E numa segunda etapa, terminado esse ajuste, atacar as variáveis de produtividade. Então, ter um melhor ambiente de negócios para atrair investidores privados para conseguir responder às demandas econômicas e melhorar a oferta da economia brasileira”, concluiu.

Rafael Cortez fez uma avaliação geral do período em que Dilma esteve no governo. Confira no vídeo abaixo.

 

registrado em: