5 passos para abraçar a vulnerabilidade e se tornar um líder mais humano

publicado 18/06/2021 14h27, última modificação 11/08/2021 17h00
Descubra como ser um líder vulnerável e transforme a sua equipe através do exemplo
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“Eu descobri na vida que você faz o seu caminho, enquanto caminha.” relatou Garry Burnison, CEO da Korn Ferry.

Vulnerabilidade não é sinônimo de fraqueza, mas de coragem. Por isso, líderes vulneráveis são, na verdade, aqueles que agem e expõem a sua vulnerabilidade apesar do medo, das incertezas e dos riscos.

Compartilhar as próprias histórias, desafios e experiências é uma das habilidades que o líder vulnerável precisa desenvolver. Tal capacidade de se expor e dividir conecta as pessoas pois, ao olharem para o líder, elas enxergam a pessoa, acima do cargo ou função. 

Para falar mais sobre esse assunto e encorajar líderes a abraçarem a sua vulnerabilidade, convidamos o autor do artigo: “It’s time to be vulnerable” e  CEO da Korn Ferry, Garry Burnison, que compartilhou a sua experiência como líder vulnerável na edição regional de São Paulo do CEO Fórum - assista aqui.

 

1- CONECTE-SE COM A SUA EQUIPE

Todos nós precisamos nos relacionar e criar vínculos com outros seres humanos. Para haver conexão, é preciso de exposição: com ela nos abrimos e mostramos quem somos, abraçando a vulnerabilidade.

Ser vulnerável não é uma condição que pode ser limitada à vida pessoal, como se fosse possível nos dividirmos em duas pessoas diferentes: a pessoal e a profissional. Pelo contrário, é por finalmente entendermos que não dá para separar totalmente esses universos que precisamos, urgentemente, nos expor e conectar com as pessoas no trabalho também.

Como salienta Gary Burnison, nós vimos mais mudanças nesses 2 anos do que vimos nos últimos 10, e continuaremos a ver. Mudamos a forma de consumir, de nos divertir, de vender, de comprar, na verdade, mudamos a forma como vivemos. Essa mudança precisa acontecer dentro das organizações também.

“Acredito que hoje, mais do que nunca, precisamos praticar uma liderança radicalmente humana, e parte disso é expor nossa vulnerabilidade como líder”, declara Burnison.

Todo líder possui histórias pessoais, as quais não são apenas de triunfos, vitórias e realizações, mas também de dificuldades, incertezas e crises. Embora não seja fácil compartilhá-las, são elas as responsáveis por conectar o líder à sua equipe.

A pandemia acelerou transformações que nos trouxeram inúmeras facilidades, entre elas o home office. Embora possamos nos sentir conectados através das telas e, de certa forma, ganharmos tempo e outras vantagens, há uma perda significativa nas relações.

Como descreveu Burnison, “estamos perdendo a conexão com o espírito humano, o olhar nos olhos das pessoas e ver a alma delas. Em um tempo em que estamos indiscutivelmente mais conectados do que nunca, também estamos mais isolados do que nunca.”.

 

2- EMPODERE O SEU TIME COM TRANSPARÊNCIA

Para formar uma equipe engajada e produtiva, as lideranças precisam criar uma cultura de transparência e confiança. “As pessoas não deixam as empresas, elas deixam os chefes”, afirma o CEO da Korn Ferry. 

Ele complementa dizendo que, para desenvolver times empoderados é preciso se atentar às pessoas. Elas querem fazer parte de uma equipe vencedora e também querem um pagamento justo, mas, como salienta Burnison, isso é o mínimo. “As pessoas querem ser amadas, saber que o que elas fazem é importante para outro ser humano. Elas querem crescer e se desenvolver.”, concluiu.

 

3- PENSE MAIS COM O LADO DIREITO DO CÉREBRO

O nosso cérebro é dividido em duas metades: o lado esquerdo e o lado direito. Cada lado possui suas atribuições específicas, sendo o lado esquerdo responsável pelo raciocínio lógico e funções de linguagem, e o lado direito responsável pelas emoções e a criatividade.

É importante lembrar que a vulnerabilidade é o berço onde nascem a criatividade e a inovaçãoLíderes estão acostumados a pensar com o lado esquerdo do cérebro, sempre com foco em resultados e estratégias, mas, na verdade, isso é 10% do peso de uma organização, os outros 90% são as pessoas.

Por isso, o apelo de Burnison para que os líderes pensem mais com o lado direito do cérebro, que possui total importância para desenvolver uma liderança mais humana.

“Como você inspira as pessoas? Como você as motiva, as desenvolve, as paga? Como você faz as pessoas acordarem às 4h30 da manhã, sem despertador? É assim que você cria uma equipe vencedora. Mais do que nunca, os líderes precisam abraçar o cérebro direito com mais empatia e vulnerabilidade”, opina Gary Burnison.

 

4- ANCORE A SUA EQUIPE NO PROPÓSITO

“Quando as pessoas pensam em lideranças e CEOs, elas sempre vão para o quê, como, quando, onde e até quem, mas às vezes elas se esquecem do porquê. Para mim, o porquê é o mais importante”, explica Burnison.

Sabemos que gerar receita e obter resultados financeiros é o resultado do negócio, a consequência que toda empresa busca no fim do mês. No entanto, toda organização iniciou com um propósito. Havia, lá no início, uma razão para começar.

É nesse porquê e nessa razão que todos os colaboradores da empresa precisam estar ancorados. É fundamental que as equipes entendam a razão de existir da sua empresa, que elas captem quais são as intenções e objetivos da organização em que trabalham, e, mais do que isso, se sintam parte desse propósito.

“As pessoas querem fazer parte de algo maior do que elas.”, afirma Burnison. É papel da liderança da equipe engajar e ancorar seu time no propósito da empresa.

Como fazer isso? Através do exemplo! Você é o espelho da sua equipe: seja o primeiro a estar alicerçado no propósito do seu negócio, e permita que seus colaboradores se inspirem em você.

 

5- NUNCA PARE DE APRENDER

Para Burnison, o preditor de um executivo de sucesso, o que irá definir o desempenho e a excelência de sua liderança é a agilidade em aprender.

Chegar ao cargo de CEO de uma empresa, não significa saber tudo, não significa saber todas as respostas. O líder vulnerável reconhece suas limitações e entende que precisa de outras pessoas para tomar decisões assertivas e alcançar as metas estabelecidas.

Por isso, ele nunca deve parar de aprender. Mais do que isso, deve ser ágil em buscar conhecimento e informação. Se você não aprimora a si mesmo, como poderá melhorar e transformar a sua empresa?

Gary Burnison responde: “Como líder, você precisa estar comprometido com esse preditor - a agilidade em aprender - sendo humilde. Porque, se você não é humilde, provavelmente não é autoconsciente, provavelmente não irá crescer e a organização não vai crescer.

Humildade e vulnerabilidade são companheiras, eu penso nesses dois como o ponto de partida para o aperfeiçoamento do indivíduo e, em seguida, da organização.”

 

BÔNUS: DÊ O PRIMEIRO PASSO E ABRACE A VULNERABILIDADE 

Como vimos no início, o primeiro passo para abraçar a vulnerabilidade e se tornar um líder mais humano, é se conectar com as pessoas. 

Burnison afirma, “A coisa mais estranha de se tornar um CEO é você deixar de ser humano. Você passa a ser visto como uma função. Quando você se torna vulnerável, cria aquela conexão de estar liderando seres humanos e não dirigindo uma empresa.”

Por isso, para te impulsionar a dar o primeiro passo e se transformar em um líder de poder, convidamos você para participar do maior encontro de líderes corporativos do Brasil. O CEO Fórum: a vulnerabilidade é o seu poder, que acontecerá no dia 30 de junho.

Dê o primeiro passo e se inscreva aqui.