Cinco práticas para focar o essencial e aumentar a produtividade

publicado 04/09/2015 08h00, última modificação 04/09/2015 08h00
São Paulo – Não se aprende gestão de tempo naturalmente e processo requer ferramenta, diz especialista
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Ninguém aprende a gerenciar o próprio tempo naturalmente, na escola, faculdade ou qualquer outra fase da vida. O resultado é a perda de produtividade pessoal e profissional, o que na prática é fazer pouco e ainda gastar muito tempo. “Não é intuitivo aprender a gestão do tempo, ainda mais num mundo tão complexo como o de hoje. De trainees a CEOs, todo mundo precisa ser educado para isso, com princípios e técnicas”, garante Luciano Meira, vice-presidente da Franklin Covey, empresa especializada em performance. Ele discutiu os fatores que impactam a produtividade no comitê aberto de Secretariado da Amcham – São Paulo, quinta-feira (03/09).

O uso pesado de tecnologia e a alta concentração de decisões a serem tomadas por dia colocam a atenção sob ataque, diz o palestrante. Há tanta interrupção nos processos que as pessoas chegam a ter “crise energética” e esgotamento. “Hoje, para haver produtividade, é preciso resolver três questões críticas: as decisões sábias, a atenção focada no que possui valor e no gerenciamento da energia pessoal”, declara.

Como sempre há muita tarefa a ser feita, entende-se que a correria é essencial - e esse é o principal erro, afirma o consultor. “Não é tudo correndo sempre. É preciso entender o que tem valor, dentro da sua agenda, e então focar, usando técnicas”, ensina.

Cinco práticas

Para isso, é necessário fazer escolhas. O palestrante indica cinco delas para aumentar a produtividade. A primeira é atuar sobre o importante. A pressa não é o determinante, pois pode destruir o valor da tarefa. “O importante vem antes da urgência. É um alto nível de consciência sobre o que tem mais valor. Faça escolhas baseadas na importância,” resume.

Buscar o extraordinário e não se conformar com o comum é o segundo passo. Para isso, é necessário planejar as ações lá na frente para não desperdiçar talento e se atrapalhar nas atividades corriqueiras. Meira usa o exemplo de atletas olímpicos, que se preparam por anos com o objetivo de chegar a uma alta performance nas olimpíadas. “A gente faz muito à nossa volta e não projeta lá na frente, o que não traz alta performance. Temos que ter metas em todos os nossos papéis,” observa.

A terceira e a quarta práticas são relevantes para resolver o problema de atenção. Uma vez já identificadas as metas da vida, deve-se focar no que carrega valor e programar “as pedras grandes”. “Não se perca em meio ao cascalho. Quando começar a semana, planeje-se em relação às prioridades do período”, ensina.

Usar a tecnologia em favor e não como fator de interrupção dos processos é outra prática. Elimine os aplicativos que promovem distração e foque nos utilitários, que podem trazer resultados no trabalho e no campo pessoal.

A quinta escolha é direcionada à energia pessoal, a última questão por que passa a produtividade. Luciano Meira ressalta a importância de resguardar a energia e não desperdiçá-la. Exercitar-se, comer adequadamente, dormir bem, relaxar-se e ter bons relacionamentos ajudam a carregar as baterias.

“Se você tentar cortar madeira com serrote cego, vai levar três horas. Mas se você descansar por uma hora e afiar a serra, poderá fazer a mesma tarefa em uma hora. Se produz mal, vai tomar decisões ruins”, adverte.

Confira galeria imagens da edição especial do encontro do comitê de Secretariado da Amcham-SP:

 

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