Colaboração na definição de desafios é primeiro passo em open innovation

por simei_morais — publicado 05/07/2013 15h47, última modificação 05/07/2013 15h47
São Paulo – Pouca atenção na etapa inicial pode comprometer todo o processo de inovação colaborativa
img_2629.jpg

Dificilmente uma empresa que depende de inovação vai atravessar os próximos anos sem colaborações. Microsoft, Google, Procter&Gamble, IBM, Xerox e outras companhias reforçam essa tendência mundial de open innovation com as parcerias com comunidades de empreendedores (startups) e de cientistas. Mas uma prática tem chamado a atenção de quem estuda o assunto: a parceria deve existir desde a definição dos desafios, e não apenas a partir das propostas de solução.

“É o ponto de partida [do processo de open innovation], mas as empresas dedicam muito pouco tempo para entender e partem de desafios que, muitas vezes, não são consensuais. Isso faz com que o processo seja muito mais difícil, porque não há concordância”, alerta Bruno Rondani, fundador da Allagi Open Innovation Services, e presidente do Centro de Open Innovation – Brasil. Ele e André Saito, diretor da consultoria, participaram do comitê de Inovação da Amcham – São Paulo na sexta-feira (05/07).

Rondani parte do conceito de challenge driven innovation (o desafio guia a inovação, em tradução livre), que a NASA, agência espacial norte-americana, mais utilizou em sua história, propondo desafios à comunidade científica em busca de inovação.

Ele lembra que o processo todo tem outras fases, como a identificação dos desafios, a proposição de ideias, a execução, o aporte de recursos e o início da operação a partir da novidade. Mas afirma ser essencial inserir colaboração já nos desafios porque os participantes contribuem com a vantagem do olhar diferente dos que já estão dentro da empresa.

“Querer entender os desafios olhando apenas por meio das pessoas que já estão inseridas nele oferece uma tendência de errar muito maior”, explica.

Segundo Rondani, os resultados do processo são melhores quando há consenso sobre o que, de fato, são os desafios. “Se não começa a colaboração na definição de desafios, pode começar o processo todo errado. O próximo passo é propor ideias que possam solucionar os desafios. As ideias precisam ser trabalhadas para que virem projetos, prontos para serem investidos”, afirma.

registrado em: