Com Nordeste em alta, investidores procuram empresas com histórico e planos consistentes

publicado 03/04/2014 15h24, última modificação 03/04/2014 15h24
Recife - Segmentos que mais despertam interesse são saúde, educação, varejo, tecnologia e inovação, aponta sócio-diretor do IADMPE
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Até 2020, o Nordeste será a segunda região economicamente mais importante o País e terá um PIB superior ao da Colômbia, que é 3ª opção de investimentos dos fundos na América Latina depois do Brasil e México. Segundo Alexandre Ribeiro, sócio-diretor do Instituto de Administração de Pernambuco (IADMPE), a região continuará crescendo acima do PIB nacional. “Apenas 2% do capital investidor privado no País está aplicado no Nordeste. Todos essas fatores fazem da região uma área de total interesse dos fundos de investimentos privados e uma oportunidade para as empresas nordestinas”, afirmou.

Os segmentos que mais despertam interesse são saúde, educação, varejo, tecnologia e inovação, indústrias de bens de consumo, prestação de serviços, hotelaria, entre outros. “Também gostam muito de setores em que existe possibilidade de consolidação (via aquisições de outras empresas a partir da empresa investida)”, explicou o administrador, que atua assessorando investidores na busca de oportunidades na região

Alexenadre Ribeiro participou do Comitê de Economia e Finanças da Amcham-Recife no dia 25/03, que teve como tema "Mercado investidor: a sua empresa está preparada?". O encontro reuniu um público de cerca de 40 profissionais da área financeira.

O que buscam os investidores 

Há três valiosas características que os investidores procuram em uma empresa.  Primeiramente, um histórico de sucesso ou grandes oportunidades, seguido por um plano de negócios consistente. Por último, é preciso um claro uso dos recursos financeiros e time de gestão para executar o plano. “Alguns fatores como falta de preparo (tanto do acionista como da empresa) e contabilidade incorreta somada ao despreparo para receber auditorias dificultam a entrada de um sócio investidor”, continuou Ribeiro.

Antes da negociação ser iniciada, os acionistas precisam entender qual valor da empresa, que tipos de reflexos existem para o dia seguinte do negócio realizado (se sócio vai ter direitos de veto, por exemplo, sobre algumas decisões), e que o sócio investidor vai precisar de uma saída tipicamente entre 5 e 8 anos. “O investidor geralmente sai nesse período, já que é o momento em que já foi gerado o lucro necessário”.

 

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